Importação de alimentos de Gana somou 36,46 bilhões de cedis em 2025, com cereais e frango congelado à frente
Gana gastou 36,46 bilhões de cedis com importação de alimentos em 2025, segundo o relatório anual de estatísticas de comércio de mercadorias do Serviço de Estatística de Gana. Cereais processados, frango congelado, miúdos de animais e arroz responderam por 30% da conta. Nas exportações destacam-se cacau processado, castanha de caju, atum e derivados de karité.
Gana gastou 36,46 bilhões de cedis com a importação de alimentos em 2025, segundo o mais recente relatório anual de estatísticas de comércio internacional de mercadorias do Serviço de Estatística de Gana. Cereais, frango congelado, produtos de origem animal e arroz concentraram a maior parte desse gasto, o que confirma a dependência do país de fornecedores externos para alimentos básicos e proteína.
Os dados foram divulgados pelo businessghana.com, que apontou no título uma conta superior a 36,5 bilhões de cedis, ao mesmo tempo que citou a avaliação do órgão estatístico de 36,46 bilhões de cedis. O relatório trata o total como evidência de dependência persistente das importações, mesmo com Gana ampliando a produção agrícola e estimulando a substituição de importações.
Quatro itens respondem por 30% da conta
Os cereais processados formaram o maior item isolado, com 2,94 bilhões de cedis, equivalentes a 8,1% do total importado em alimentos. O frango congelado ficou em segundo, com 2,84 bilhões de cedis, seguido pelos miúdos — intestinos, bexigas e estômagos de animais — com 2,72 bilhões. O arroz semibranqueado ou branqueado chegou a 2,39 bilhões de cedis, e o arroz quebrado somou outros 1,19 bilhão.
A composição dos principais itens é a seguinte:
- cereais processados: 2,94 bilhões de cedis, ou 8,1% dos alimentos importados;
- frango congelado: 2,84 bilhões de cedis;
- intestinos, bexigas e estômagos de animais: 2,72 bilhões de cedis;
- arroz semibranqueado ou branqueado: 2,39 bilhões de cedis;
- arroz quebrado: 1,19 bilhão de cedis.
Somados, cereais processados, frango congelado, produtos animais e arroz representaram 30% da conta de importação de alimentos de Gana. O relatório também lista açúcar, peixe congelado, óleo de palma, manga e nozes de karité entre as principais compras externas.
Proteína e básicos definem a exposição
A composição da conta indica dois pontos de pressão. O primeiro é o grão: cereais processados mais as duas categorias de arroz formam o núcleo dos carboidratos importados, um segmento em que produção e beneficiamento locais não acompanharam o consumo. O segundo é a proteína animal: frango congelado e miúdos somaram 5,56 bilhões de cedis, acima dos 3,58 bilhões gastos com arroz branqueado e quebrado juntos.
Peixe congelado, açúcar e óleo de palma aparecem como itens recorrentes e distribuem a exposição por vários grupos de produtos, em vez de concentrá-la em um só. Para importadores e distribuidores, essa combinação significa demanda de base ampla; para os processadores locais, define onde a capacidade de substituição precisaria ser construída.
Exportação apoiada em cacau, caju, atum e karité
Do lado exportador, o relatório do Serviço de Estatística de Gana aponta oportunidades crescentes em agricultura de valor agregado e agroindustrialização. Produtos de cacau processado, castanha de caju, atum e derivados de karité são identificados como contribuições relevantes ao perfil exportador de alimentos do país.
O contraste é direto: Gana ganha divisas com culturas comerciais processadas e semiprocessadas, e gasta divisas com os básicos e a proteína consumidos internamente. O relatório aponta produção interna mais forte, agroindustrialização e agregação de valor como fatores decisivos para reduzir a dependência de importações e aumentar a resiliência da economia agrícola.
O karité aparece nos dois lados do balanço: as nozes entre as grandes importações e os derivados entre as exportações. Essa divisão sugere que a capacidade de processamento, e não apenas a oferta de matéria-prima, define onde o valor é capturado no comércio agrícola ganense.