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Fertilizantes nitrogenados sobem 18,7% em dois meses na Polônia

Os preços dos fertilizantes nitrogenados na Polônia subiram, em média, 18,7% em dois meses após a crise no golfo Pérsico e o bloqueio do estreito de Ormuz elevarem os custos das matérias-primas. Ao mesmo tempo, as importações de fertilizantes minerais caíram 38,8% em termos anuais entre janeiro e maio de 2026 devido ao CBAM e às tarifas adicionais.

Fertilizantes nitrogenados sobem 18,7% em dois meses na Polônia

Os preços dos nitrogenados continuam elevados

Os agricultores poloneses enfrentaram uma alta média de 18,7% nos preços dos fertilizantes nitrogenados durante os dois meses posteriores ao início da crise no golfo Pérsico e ao bloqueio do estreito de Ormuz, segundo Arkadiusz Zalewski, do Instituto de Economia Agrícola e Alimentar da Polônia. O Farmer.pl informou que os preços saltaram 13,1% em março ante o mês anterior e avançaram outros 4,9% em abril com o encarecimento global das matérias-primas.

Os preços no varejo ficaram relativamente estáveis em maio e junho, mas o nitrogênio barato não voltou. Em junho, os fertilizantes nitrogenados custavam, em média, 20,2% mais do que no início de 2026 e 17,5% mais do que um ano antes. A ureia com inibidor de urease registrou a maior alta, de 28,3% desde o começo do ano, e ultrapassou 3.300 zlotys por tonelada. O nitrato de amônio e cálcio subiu 17,6%, e o nitrato de amônio, 14,8%. No mesmo período, o gás europeu TTF avançou cerca de 60%.

CBAM e tarifas reduzem as importações

A Polônia importou 1,41 milhão de toneladas de fertilizantes minerais nos primeiros cinco meses de 2026, queda anual de 38,8%, informou o Top Agrar. A publicação atribuiu a redução à implementação plena do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira, às tarifas adicionais e aos estoques formados no fim de 2025. As importações de fertilizantes nitrogenados recuaram 56,3%, para 486.400 toneladas, o menor nível em 11 anos. As compras de fertilizantes compostos caíram 38,9%, enquanto as de fertilizantes potássicos diminuíram 3,5%.

As exportações atingiram 1,18 milhão de toneladas, no valor de 575 milhões de euros, no mesmo período. A Ucrânia continuou como principal destino, com 313.100 toneladas avaliadas em 148 milhões de euros, principalmente fertilizantes compostos. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 271.500 toneladas no valor de 115 milhões de euros, dominadas por nitrogenados. Assim, a Polônia manteve fluxos relevantes de exportação enquanto os custos regulatórios e as tarifas restringiam fortemente a entrada de produtos nitrogenados.

Ureia, custos dos fosfatados e apoio europeu

Os preços internacionais da ureia voltaram a subir no início de julho, alcançando 448 dólares por tonelada FOB no Egito e 471 dólares por tonelada FOB na Argélia. O Top Agrar atribuiu a alta principalmente à demanda europeia, incluindo um programa francês de subsídios limitado a fertilizantes nitrogenados com ureia. Os agricultores, porém, continuavam concentrados na colheita e relutavam em aceitar ofertas mais altas, mantendo a incerteza nas negociações.

A pressão também alcança os fosfatados. Segundo o Farmer.pl, o superfosfato triplo subiu quase 7% entre o início do ano e junho, enquanto o fosfato de amônio avançou 8,5%, para perto de 3.900 zlotys por tonelada. A UE lançou 540 milhões de euros em apoio emergencial aos agricultores afetados pelos custos de fertilizantes e energia. A Polônia deverá receber 66,633 milhões de euros, a segunda maior parcela depois da França. A Comissão ENVI do Parlamento Europeu também apoiou a ampliação do CBAM de seis setores para 457 códigos de produtos e propôs acesso de produtores e compradores de fertilizantes a um Fundo Temporário de Descarbonização de 600 milhões de euros para 2027–2029. As propostas serão negociadas após a votação plenária prevista para setembro, e as regras finais são esperadas na passagem de 2026 para 2027.

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