Famílias dos EUA enfrentam forte alta de alimentos e combustíveis
O Javan Online informa que os ovos subiram 300% nos Estados Unidos desde o início de julho, os tomates 110%, os vegetais 100% e o diesel 90%. A publicação relaciona as altas aos maiores custos de combustível, transporte e fertilizantes, além das interrupções no entorno do estreito de Ormuz.
Alimentos e combustíveis ficam mais caros
As famílias dos Estados Unidos enfrentam fortes aumentos nos preços de alimentos e combustíveis, com o impacto mais severo concentrado nos consumidores de baixa renda. O Javan Online, citando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, informa que os ovos subiram 300% desde o início de julho. A publicação também aponta altas de 110% nos tomates, 100% nos vegetais e 90% no diesel.
Os números vêm de uma única publicação iraniana e não foram verificados de forma independente no material fornecido. O Javan Online atribui a pressão sobre os preços aos efeitos econômicos do conflito de 2026 envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Entre eles estão interrupções no fornecimento de energia, na navegação comercial e nos mercados de insumos agrícolas. O encarecimento da gasolina e do diesel também teria aumentado os custos das cadeias de alimentos e vestuário.
Transporte e fertilizantes pressionam a agricultura
A energia mais cara afeta o mercado de alimentos por vários canais. A alta da gasolina e do diesel eleva o custo de transportar insumos, produtos agrícolas e alimentos processados. O Javan Online também informa que o aumento do preço do gás natural encareceu a produção de fertilizantes químicos, ampliando a pressão sobre as lavouras.
Segundo a publicação, os fertilizantes subiram 90% depois de um período de conflito de 40 dias, enquanto o tráfego de navios comerciais caiu ao nível mínimo e foi temporariamente bloqueado. O impacto integral dos maiores custos de combustível e fertilizantes ainda não teria chegado ao varejo, criando a possibilidade de mais pressão sobre o orçamento alimentar nos próximos meses.
A reportagem também cita uma avaliação do Fórum Econômico Mundial segundo a qual as interrupções no entorno do estreito de Ormuz afetaram nove produtos estratégicos, indo além de petróleo e gás. Parte do petróleo pode ser redirecionada por oleodutos, mas muitos produtos químicos e minerais não dispõem de infraestrutura alternativa eficaz. Quando existem outras rotas, elas podem envolver custos e riscos consideravelmente maiores.
Insegurança alimentar avança entre famílias de baixa renda
O Javan Online, mencionando uma pesquisa do Federal Reserve Bank de Nova York e análises da NPR, informa que cerca de 10% das famílias americanas deixam de fazer refeições por falta de dinheiro, ante 4% em 2020. Quase 16% dos entrevistados dependeriam de doações ou assistência alimentar.
O impacto é especialmente grave entre famílias com renda inferior a $50.000. Quase 20% delas teriam passado fome ou deixado de fazer refeições, ante menos de 7% em 2020. Famílias com crianças pequenas, pessoas com menor escolaridade e domicílios de baixa renda enfrentam a maior pressão.
A procura por apoio governamental também cresceu. Quase 18% das famílias americanas estariam recebendo benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar, ante 10,6% em 2020. Entre os domicílios de baixa renda, a parcela supera 38%, em comparação com 22% seis anos antes.
Gasolina reduz o orçamento para alimentação
A publicação informa que o preço médio da gasolina subiu de $2,92 por galão no início de fevereiro para $3,70 em março e $4,50 em maio de 2026. Algumas famílias teriam reduzido a compra de alimentos para pagar o combustível necessário ao deslocamento para o trabalho.
Bancos de alimentos na Geórgia e no Alabama também registram maior procura, segundo dirigentes citados na reportagem. Em algumas áreas, as filas de veículos chegam a 2 a 3 milhas, com pessoas chegando na noite anterior. Para produtores, processadores e distribuidores, o principal risco é a continuidade do repasse dos custos de combustível, frete e fertilizantes enquanto os consumidores perdem capacidade de absorver novos aumentos no varejo.