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Fábrica Yatsushiro da Nippon Paper segue parada após terremoto de Kumamoto

A Nippon Paper Industries ainda não definiu quando retomará a fábrica Yatsushiro, a única unidade produtora de papel-jornal em Kyushu. A produção substituta conteve a falta do produto, mas a reconstrução e a queda da demanda ameaçam os resultados.

Fábrica Yatsushiro da Nippon Paper segue parada após terremoto de Kumamoto

Prazo para retomada continua indefinido

A Nippon Paper Industries ainda não estabeleceu um cronograma para retomar sua fábrica em Yatsushiro, na província de Kumamoto, mais de um mês depois dos danos causados pelo terremoto de 28 de julho. A paralisação prolongada levou a companhia a retirar sua projeção de resultados para o ano completo. A perspectiva permanecerá indefinida enquanto a dimensão dos prejuízos estiver em avaliação.

Segundo a Jiji Press, a unidade sofreu extensa destruição durante o terremoto, que matou nove pessoas. Três chaminés foram danificadas e um edifício administrativo foi esmagado. A remoção de parte das estruturas afetadas começou no fim de agosto, mas o levantamento completo dos danos e a desmontagem de outras instalações exigirão mais tempo. A Nippon Paper está selecionando os integrantes de uma comissão de investigação formada por especialistas. Um incêndio também atingiu a fábrica em 3 de setembro, acrescentando outra dificuldade à recuperação.

Concorrentes cobrem a falta de papel-jornal

Yatsushiro é a única base produtora de papel-jornal em Kyushu e respondeu por pouco menos de 10% do mercado doméstico japonês em 2025. Sua paralisação retirou repentinamente uma parcela relevante da oferta regional e nacional, criando um desafio imediato de produção e logística para editoras de jornais e distribuidoras de papel.

A Nippon Paper começou a fornecer papel-jornal a partir da fábrica de Iwanuma, na província de Miyagi. Oji Paper, Daio Paper e Chuetsu Pulp & Paper também iniciaram produção substituta para cobrir os volumes ausentes. A Jiji Press informa que essas medidas reduziram o receio de desabastecimento no curto prazo, embora o mercado continue dependente de fábricas alternativas e rotas mais longas enquanto Yatsushiro permanecer parada.

A resposta mostra que a indústria japonesa de papel tem capacidade para administrar a interrupção inicial por meio de produção coordenada. Quanto mais longa for a paralisação, maior será a importância dos custos de transporte, da programação industrial e da capacidade das fábricas concorrentes de manter o volume adicional. A participação de Yatsushiro no mercado nacional impede que uma perda prolongada de capacidade seja tratada apenas como um problema operacional local.

Recuperação ocorre em meio à queda da demanda

O presidente da Nippon Paper, Akira Sebe, afirmou que a companhia não considera fechar Yatsushiro neste momento e pretende retomar a operação. A escala e a duração das obras continuam incertas. Depois do Grande Terremoto do Leste do Japão, três fábricas da Nippon Paper na região de Tohoku, incluindo Ishinomaki, na província de Miyagi, levaram cerca de um ano e meio para se recuperar totalmente. O episódio demonstra a complexidade de restaurar ativos industriais muito danificados, mas não define um prazo para Yatsushiro.

A queda da demanda por papel-jornal e a contração geral do consumo doméstico de papel no Japão, provocada pela digitalização, dificultam a decisão de investimento. Antes do terremoto, a Nippon Paper planejava aplicar aproximadamente 31 bilhões de ienes em Yatsushiro para ampliar a produção de papel higiênico e de outros itens com melhores perspectivas de rentabilidade. O projeto buscava direcionar uma parcela maior da produção para categorias mais lucrativas.

A companhia agora precisa financiar o reparo do local e, ao mesmo tempo, reexaminar sua estrutura produtiva. A Nippon Paper já enfrentava outro acidente industrial depois que um tanque se rompeu em maio numa subsidiária dos Estados Unidos. Com despesas elevadas previstas para a retomada de Yatsushiro e a projeção anual suspensa, o impacto financeiro dependerá do estado dos ativos restantes, do cronograma de recuperação e do período necessário de produção substituta.

Análise completa do mercado

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