Fábrica de tomate de Bobo-Dioulasso opera em plena capacidade
A unidade de processamento de tomate da SOBTO em Bobo-Dioulasso opera em plena capacidade e mantém mais de 1.000 tambores, além de concentrado A’diaa embalado. A empresa procura distribuidores, enquanto a APEC Burkina articula com agricultores o fornecimento para a próxima campanha.
SOBTO informa operação plena em Bobo-Dioulasso
A fábrica de processamento de tomate da Société burkinabè de tomate, SOBTO, em Bobo-Dioulasso opera em plena capacidade depois de superar dificuldades na fase inicial. Karim Traoré, diretor-geral da Agência para a Promoção do Empreendedorismo Comunitário de Burkina Faso, conhecida como APEC Burkina, visitou a unidade em 9 de setembro de 2026 para verificar a continuidade da produção e informar os subscritores sobre o seu funcionamento.
As atividades prosseguiam em todos os setores visitados, incluindo a área de embalagem, onde volumes significativos de concentrado de tomate A’diaa estavam prontos para seguir aos mercados. Traoré informou que a fábrica mantinha mais de 1.000 tambores armazenados, além de produtos já embalados e à espera de distribuição. Para ele, os estoques demonstram a capacidade da unidade de abastecer o mercado interno de Burkina Faso.
A distribuição torna-se a limitação imediata
Os estoques disponíveis também expõem o próximo desafio comercial. A SOBTO não vende diretamente aos consumidores, e o seu diretor-geral, Adama Kaboré, pediu aos distribuidores que retirem o concentrado para ampliar a presença do produto no país. O apelo indica que sustentar a produção depende não apenas do processamento do tomate, mas também do escoamento dos produtos acabados pelos canais atacadistas e varejistas.
Kaboré afirmou que o concentrado A’diaa é produzido a partir de tomate processado, sem aditivos. Também declarou que a diferença de preço em relação a alguns concorrentes continua relativamente pequena, embora a reportagem não tenha informado preços no atacado ou no varejo. A APEC Burkina apoiou modificações destinadas a melhorar algumas áreas da fábrica, enquanto Traoré destacou a necessidade de aperfeiçoamento contínuo da qualidade na produção industrial.
Tomate local é decisivo para a continuidade da produção
A fábrica utiliza tomate fresco cultivado por agricultores de Burkina Faso e processado por técnicos nacionais. Essa ligação local pode oferecer aos produtores um canal de venda mais confiável e substituir parte do concentrado que não provém do processamento doméstico. A reportagem, contudo, não revelou a capacidade diária ou anual da fábrica, os seus volumes de compra de tomate nem o tamanho das importações burquinenses de concentrado.
A sazonalidade da matéria-prima continua sendo o principal risco operacional. Segundo Traoré, depois dos problemas iniciais, a prioridade passou a ser manter a produção contínua em uma indústria muito dependente da disponibilidade sazonal do tomate. A APEC Burkina e os seus parceiros pretendem trabalhar com os produtores para garantir o fornecimento nos próximos meses e preparar a próxima campanha.
Para os agricultores, compras previsíveis podem oferecer um cliente industrial durante a colheita e reduzir a pressão para vender imediatamente um produto fresco e altamente perecível. Para a SOBTO, o equilíbrio é mais exigente: coordenar compras sazonais, abastecer a linha de processamento e conseguir que os distribuidores retirem os estoques existentes. O inventário atual comprova que a produção funciona, mas a continuidade exigirá tanto fornecimento agrícola previsível quanto maior presença comercial da A’diaa.