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Exportações argentinas de vinho caem 28,7% em julho, mas avançam no acumulado

A Argentina exportou 129.646 hectolitros de vinho em julho de 2026, queda anual de 28,7%, diante da forte retração dos produtos engarrafados. Entre janeiro e julho, o volume cresceu 6,8%, apoiado pelo vinho a granel e pelo mosto de uva concentrado.

Exportações argentinas de vinho caem 28,7% em julho, mas avançam no acumulado

Vinho fracionado puxa a contração de julho

As exportações argentinas de vinho recuaram fortemente em julho de 2026, em contraste com o saldo positivo dos primeiros sete meses do ano. Segundo o Diario El Zonda, o país embarcou 129.646 hectolitros no mês, 28,7% menos que os 181.721 hectolitros de julho de 2025.

A contração se concentrou no vinho fracionado. O volume exportado pelo segmento caiu 33,9% em relação ao ano anterior, de 152.785 para 101.047 hectolitros. O vinho a granel mostrou maior resistência, com redução de apenas 1,2%, para 28.599 hectolitros.

As exportações de vinho renderam US$ 42,877 milhões FOB em julho, queda de 32,6% ante o mesmo mês de 2025. O valor caiu mais que o volume total, indicando pressão adicional sobre a composição dos embarques e a receita média.

Granel protege o resultado de sete meses

Apesar da queda de julho, as exportações acumuladas entre janeiro e julho de 2026 cresceram 6,8%, para 1.153.847 hectolitros, ante 1.080.056 hectolitros no mesmo período de 2025. O principal impulso veio do vinho a granel, cujos embarques saltaram 46,1%, de 239.890 para 350.592 hectolitros.

Esse avanço mais que compensou a redução de 4,4% no volume de vinho fracionado ao longo dos sete meses. Os dois canais apresentam trajetórias cada vez mais distintas: o granel sustenta o crescimento físico, enquanto o segmento fracionado, de maior valor, continua pressionado.

O mosto de uva concentrado também perdeu força em julho. O volume exportado caiu 13,8%, de 8.085 para 6.966 toneladas, enquanto a receita recuou 24,1%, de US$ 11,971 milhões para US$ 9,083 milhões FOB.

Mosto e Malbec mantêm peso estratégico

No acumulado, o desempenho do mosto permaneceu positivo. As exportações de mostos concentrado e sulfitado geraram juntas US$ 82,187 milhões FOB entre janeiro e julho, 17,2% acima dos US$ 70,099 milhões do mesmo período de 2025. O volume de mosto concentrado cresceu 28,1%, para 55.386 toneladas, e gerou US$ 76,412 milhões FOB, alta anual de 15,3%.

A diferença entre o crescimento do volume e o da receita reflete preços mais baixos. O Diario El Zonda informou que o preço médio de exportação do mosto concentrado caiu 10%, para US$ 1.379,6 por tonelada. Os exportadores venderam uma quantidade muito maior, mas receberam menos por tonelada.

Entre os vinhos varietais fracionados, o Malbec continuou como a principal categoria exportada pela Argentina em julho. A variedade respondeu por 64% do volume, com 66.314 hectolitros avaliados em US$ 23,076 milhões FOB e preço médio de US$ 3,5 por litro. O Cabernet Sauvignon ficou em segundo lugar, com participação de 12%.

A garrafa continuou dominando as exportações de vinho fracionado, com 94,8% do volume de julho, ou 95.794 dos 101.047 hectolitros totais. O Tetra Brik respondeu por 5,2%, equivalentes a 5.207 hectolitros. Para produtores e exportadores, o contraste é direto: granel e mosto sustentam o desempenho agregado, mas a retração do vinho fracionado pressiona o negócio mais ligado às marcas e ao maior valor unitário.

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