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Exportações vietnamitas de camarão se aproximam de US$ 2,8 bilhões

O Vietnã exportou quase US$ 2,8 bilhões em camarão nos primeiros sete meses de 2026, alta anual de 13,5%. A China respondeu por grande parte do avanço, enquanto tarifas, concorrência e custos elevados pressionaram exportadores em outros mercados.

Exportações vietnamitas de camarão se aproximam de US$ 2,8 bilhões

Exportações avançam 13,5% em sete meses

O Vietnã exportou quase US$ 2,8 bilhões em camarão nos primeiros sete meses de 2026, aumento de 13,5% sobre o mesmo período de 2025. Os dados constam de uma análise da Associação Vietnamita de Exportadores e Produtores de Produtos do Mar (VASEP), divulgada pelo VietBao. O setor chegou assim aos meses finais do ano mantendo o crescimento, embora o desempenho tenha variado bastante entre destinos e categorias de produtos.

Os embarques de julho somaram US$ 452 milhões, alta anual de 10%, mas ficaram abaixo dos US$ 458 milhões registrados em junho. As vendas continuaram crescendo em relação ao ano anterior, porém sem uma nova aceleração mensal. Para processadores e exportadores, preservar o aumento da receita dependerá tanto da demanda nos principais mercados quanto da rentabilidade de cada pedido.

China responde por um terço da receita

A China permaneceu como o principal motor do crescimento. As exportações vietnamitas de camarão para o mercado chinês se aproximaram de US$ 939 milhões no período de sete meses, com alta de 42,3%, e representaram 33,5% da receita total do produto. O ritmo foi mais de três vezes superior ao avanço geral do setor e aumentou a exposição das empresas às condições de compra chinesas.

Somados China e Hong Kong, os embarques ultrapassaram US$ 980 milhões, cresceram 39,6% e responderam por cerca de 35% do total. A lagosta esteve entre os grupos de produtos com resultados positivos. Os números reforçam a importância comercial da demanda asiática enquanto as empresas buscam mercados com espaço adicional para crescer, mas também mostram quanto o avanço geral dependeu de um único núcleo regional.

Tarifas e concorrência comprimem margens

A forte expansão na China contrastou com a maior pressão em vários outros mercados. Segundo o VietBao, os Estados Unidos continuaram apresentando dificuldades ligadas a tarifas e concorrência. Os fornecedores vietnamitas também disputam espaço com países produtores que possuem vantagens de preço e custo de produção. Como os insumos permanecem caros, essa combinação comprime ainda mais as margens empresariais, mesmo com o crescimento da receita total de exportação.

A diferença crescente entre mercados deixa duas decisões interligadas para os exportadores: para onde direcionar a oferta e qual combinação de produtos consegue preservar o retorno. Manter os destinos tradicionais continua importante, mas desenvolver melhor a Ásia e outras regiões com potencial disponível pode distribuir o risco comercial. Esse movimento exige cautela, pois mercados maduros diferem em especificações dos clientes, demanda por produtos e preços possíveis.

O desempenho no restante de 2026 dependerá em grande medida da demanda nos maiores destinos e da capacidade dos exportadores de responder a mudanças nas tarifas, nos custos e na oferta concorrente. Os quase US$ 2,8 bilhões acumulados até julho formam uma base positiva, mas a receita sozinha não determinará a situação do setor. Processadores e produtores também precisarão proteger margens, adequar produtos aos mercados com demanda mais forte e evitar dependência excessiva de uma única fonte de crescimento.

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