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Exportações de veículos da Tailândia caem 8,32%, enquanto embarques de elétricos sobem 1.234%

A Tailândia exportou 421.144 veículos acabados no primeiro semestre de 2026, queda anual de 8,32%, enquanto os embarques de elétricos cresceram 1.234%. Fabricantes chineses e a vietnamita VinFast avançam no mercado de veículos elétricos do Sudeste Asiático.

Exportações de veículos da Tailândia caem 8,32%, enquanto embarques de elétricos sobem 1.234%

Exportações de veículos acabados perdem volume

A Tailândia exportou 421.144 veículos acabados entre janeiro e junho de 2026, queda de 8,32% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Federação das Indústrias Tailandesas divulgados pelo Bangkok Biz News. As exportações de veículos elétricos seguiram a direção oposta e cresceram 1.234%, indicando uma mudança rápida na composição dos embarques automotivos do país.

Os números apresentam um quadro misto para um dos centros de produção de veículos mais consolidados do Sudeste Asiático. A redução do total exportado pressiona fábricas, fornecedores de componentes e empresas de logística ligados aos modelos convencionais. O salto dos elétricos, por outro lado, oferece um canal crescente aos fabricantes instalados na Tailândia enquanto a eletrificação altera a demanda, os investimentos e a concorrência regional.

Concorrência regional em elétricos aumenta

Os veículos elétricos representaram cerca de 25% de todas as vendas de automóveis no Sudeste Asiático no primeiro semestre de 2026, informou o Bangkok Biz News com base em uma análise da Agência Internacional de Energia. Fabricantes chineses responderam por 55% das vendas regionais de elétricos, enquanto a vietnamita VinFast ficou com outros 30%. Os produtores tailandeses enfrentam, assim, tanto veículos chineses importados quanto uma montadora emergente da própria região.

A influência da China vai além do Sudeste Asiático. As exportações chinesas de elétricos nos primeiros seis meses de 2026 quase igualaram o total de todo o ano de 2025. Mais de 1 milhão de veículos elétricos permaneciam na China aguardando venda nos mercados mundiais, segundo o relatório. Esse estoque pode manter a pressão sobre preços e concorrência nos mercados emergentes, inclusive no Sudeste Asiático, onde o apoio governamental acelera a adoção.

Registros domésticos sustentam a base industrial

A Tailândia tinha 1.277.257 veículos eletrificados registrados em junho de 2026, equivalentes a 2,78% de toda a sua frota, segundo números do Departamento de Transporte Terrestre citados pelo Bangkok Biz News. O total aumentou 3,17% em relação ao mês anterior e incluía 694.320 híbridos, 491.496 veículos elétricos a bateria e 91.441 híbridos plug-in.

Os novos registros de veículos eletrificados atingiram 39.606 unidades no mês, aumento de 1,01% ante maio. Automóveis de passageiros com até sete lugares responderam por 36.331 registros e motocicletas particulares, por 3.009. Por tipo de propulsão, o total mensal incluiu 14.378 híbridos, 22.899 elétricos a bateria e 2.329 híbridos plug-in. A expansão da frota doméstica favorece recarga, manutenção, peças e qualificação profissional, recursos também importantes para a produção destinada à exportação.

Demanda mundial permanece desigual

As vendas mundiais de veículos caíram cerca de 5% em termos anuais no primeiro semestre de 2026, devido ao enfraquecimento da demanda na China e nos Estados Unidos, às pressões econômicas, à alta do petróleo e às mudanças nas políticas para elétricos, segundo a análise da AIE. Ainda assim, as vendas de elétricos cresceram 35% no segundo trimestre em relação ao primeiro e alcançaram recordes em 50 países. Austrália, Brasil, Índia, Coreia do Sul e Vietnã estiveram entre os mercados onde as vendas quase dobraram entre março e junho, comparadas ao mesmo período de 2025.

A AIE prevê que os veículos elétricos representarão 29% das vendas mundiais de automóveis em 2026, 1 ponto percentual acima de sua projeção anterior. A fraqueza do mercado chinês continua sendo uma limitação: as vendas de elétricos no país devem ficar estáveis pela primeira vez em 10 anos, embora esses modelos já superem 60% das vendas domésticas. Para a Tailândia, o crescimento exportador de 1.234% abre acesso a mercados mais dinâmicos, mas a queda de 8,32% nos embarques totais mostra que os elétricos ainda não compensam a fraqueza do restante da pauta automotiva.

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