Exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos subiram 25% no primeiro semestre de 2026
Os embarques de fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados russos para os Estados Unidos cresceram 25% no primeiro semestre de 2026, informou o MoneyTimes com base em dados divulgados pela RIA Novosti. O Centro Russo de Exportações afirma que a geografia de vendas repete em grande medida a estrutura de 2022: Europa Ocidental à frente, depois EUA e mercados asiáticos, incluindo a Índia. Logística e pagamentos transfronteiriços seguem como os principais entraves.
As exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos cresceram 25% no primeiro semestre de 2026, segundo o veículo russo MoneyTimes, que cita dados divulgados pela RIA Novosti. A publicação não informa tonelagem nem valor absoluto do período e também não especifica a base de comparação do aumento: divulga apenas o ritmo de crescimento e a direção do comércio.
Geografia de vendas quase inalterada desde 2022
Veronika Nikichina, diretora do Centro Russo de Exportações, afirmou que a geografia de vendas dos fertilizantes russos permanece estável e repete em boa parte a estrutura de 2022. As primeiras posições são ocupadas por países da Europa Ocidental, seguidos pelos Estados Unidos e por mercados asiáticos, incluindo a Índia. Segundo ela, mesmo sob pressão de sanções os principais compradores procuram preservar o acesso aos volumes russos.
A Europa Ocidental continua a ser a maior região consumidora de fertilizantes russos, apesar da queda dos embarques para a região neste ano, informou o MoneyTimes. A dimensão dessa queda não foi quantificada. A estabilidade da demanda é atribuída ao peso do setor russo no abastecimento alimentar mundial.
Nitrogênio, fosfato e potássio no mesmo fluxo
O aumento em direção aos Estados Unidos abrange fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados, ou seja, a demanda cobre os três principais grupos de nutrientes e não uma única linha de produto. O MoneyTimes descreve o setor agrícola norte-americano como fortemente dependente do fornecimento de matéria-prima de qualidade e observa que a produção interna dos países ocidentais nem sempre consegue cobrir integralmente as necessidades das fazendas, restando a importação como caminho prático para sustentar a produtividade.
- Ritmo de crescimento: embarques russos de fertilizantes para os EUA em alta de 25% no primeiro semestre de 2026.
- Composição do fluxo: fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados.
- Principais destinos: Europa Ocidental, Estados Unidos e mercados asiáticos, incluindo a Índia.
- Entraves apontados: dificuldades logísticas e complicações nos pagamentos transfronteiriços.
Logística e pagamentos seguem como gargalo
Os dados divulgados pela RIA Novosti indicam que a estrutura da demanda mudou minimamente nos últimos anos: a Rússia mantém suas fatias de mercado apesar das dificuldades logísticas e dos problemas para executar pagamentos transfronteiriços. Especialistas citados pelo MoneyTimes consideram criticamente alta a dependência da agricultura mundial em relação às exportações russas de fertilizantes e afirmam que restrições artificiais de oferta se transferem rapidamente para os preços dos alimentos nos países importadores, o que mantém os reguladores cautelosos quanto a sanções duras contra esse segmento.
Mercados asiáticos na pauta de Vladivostok
As perspectivas da exportação agroalimentar estarão entre os temas do Fórum Econômico Oriental, que ocorre em Vladivostok de 1 a 4 de setembro. O fórum serve tradicionalmente para desenvolver novos corredores logísticos e ampliar a cooperação com países parceiros, incluindo a Índia. O lado russo já declarou repetidamente estar pronto para ampliar os embarques para mercados asiáticos.
Adaptar a logística às necessidades dos novos parceiros e construir esquemas de pagamento funcionais aparecem como tarefas centrais dos exportadores russos nos próximos anos. Segundo o veículo, o interesse dos investidores pelas empresas agroquímicas russas permanece alto diante da estabilidade dos fluxos de exportação, com atenção voltada à forma como as cotas nos mercados externos são distribuídas neste ano.