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Exportações de mel do Irã caem 37,1% enquanto comércio mundial sobe para US$ 2,48 bilhões

O Irã exportou cerca de US$ 869 mil em mel natural em 2025, queda de 37,1% ante 2024, e ficou na 66ª posição mundial. As exportações globais cresceram 7,1%, para US$ 2,48 bilhões, lideradas por Nova Zelândia, China, Índia, Argentina e Ucrânia.

Exportações de mel do Irã caem 37,1% enquanto comércio mundial sobe para US$ 2,48 bilhões

Irã fica fora da recuperação do mercado mundial

As exportações iranianas de mel natural caíram 37,1% em 2025, para cerca de US$ 869 mil, informou o Eghtesadafarin com base em dados de comércio internacional publicados pelo World’s Top Exports. O país ocupou a 66ª posição entre os exportadores mundiais. A retração ocorreu enquanto as vendas globais aumentaram 7,1%, de US$ 2,32 bilhões em 2024 para US$ 2,48 bilhões em 2025. O Irã, portanto, perdeu espaço em um ano de expansão do mercado.

A recuperação anual ainda não compensou a contração de prazo mais longo. As exportações mundiais de mel somavam cerca de US$ 2,72 bilhões em 2021, o que deixou o resultado de 2025 ainda 8,8% abaixo do nível registrado cinco anos antes. Os números indicam uma recuperação parcial, não um retorno ao pico anterior. Oferta, demanda, preços, condições climáticas e mudanças nos fluxos comerciais continuam influenciando o valor exportado.

Cinco fornecedores controlam quase metade do valor

O mercado mundial permanece concentrado. Nova Zelândia, China, Índia, Argentina e Ucrânia responderam juntas por 45,8% do valor das exportações globais de mel natural em 2025. A Nova Zelândia liderou com US$ 280,9 milhões e participação de 11,3%, seguida pela China, com US$ 259,7 milhões e 10,5%. A Índia ficou em terceiro lugar, com US$ 228,9 milhões e 9,2%. A Argentina exportou US$ 207,7 milhões, equivalentes a 8,4%, e a Ucrânia completou o grupo com US$ 159,8 milhões e 6,4%.

Vários grandes fornecedores avançaram rapidamente. As exportações da Índia cresceram 25,4% em relação a 2024. Entre os 15 maiores exportadores, o México registrou a maior alta, de 38,9%, alcançando US$ 65,9 milhões. A Bélgica ampliou os embarques em 34,9%, para US$ 107,5 milhões, enquanto os Países Baixos cresceram 29,2%. Os resultados mostram que posições podem mudar com rapidez quando os fornecedores ampliam o acesso a mercados e fortalecem processamento, embalagem e vendas.

Qualidade e marca definem o acesso ao mercado

A Europa foi o maior polo regional de exportação, com US$ 955,8 milhões em embarques e 38,5% do total mundial. A Ásia apareceu em seguida, com 26,7%. A América Latina, excluindo o México e incluindo o Caribe, respondeu por 15,8%, enquanto a Oceania ficou com 13,1%, principalmente por causa da Nova Zelândia e da Austrália. A América do Norte representou 5,3%, e a África, apenas 0,7%.

O Eghtesadafarin não apontou uma causa única para a retração iraniana. A publicação destacou os requisitos comerciais que influenciam o desempenho no mercado de mel: pureza, teor de umidade, resíduos de medicamentos, origem botânica, conformidade sanitária e rastreabilidade. Laboratórios especializados, controle de qualidade mais rigoroso e sistemas confiáveis de rastreamento poderiam ajudar os fornecedores iranianos a atender às exigências dos grandes compradores.

Embalagem e posicionamento comercial são outra limitação. O mel vendido a granel geralmente gera menos valor agregado que um produto embalado, com marca, informações completas e padrões reconhecidos internacionalmente. A liderança da Nova Zelândia mostra o valor de combinar diferenciação, marca e marketing internacional. O Irã tem acesso geográfico a potenciais compradores no Oriente Médio, no Cáucaso, na Ásia Central e em partes da Europa. O mel também é mais fácil de armazenar e transportar do que muitos produtos agrícolas frescos. Para converter essas vantagens em vendas, porém, são necessários preços competitivos, embalagens adequadas, conhecimento das preferências do consumidor e redes confiáveis de distribuição. A queda iraniana durante o crescimento global aponta menos para falta de demanda e mais para dificuldades em transformar o potencial apícola do país em receita de exportação.

Análise completa do mercado

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