Exportações de GNL dos EUA sobem 15,5% em maio com demanda asiática
Os EUA exportaram 14,2 bilhões de metros cúbicos de GNL em maio de 2026, alta de 15,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do Departamento de Energia citados pela TASS. Em cinco meses, os embarques atingiram 74,9 bilhões de metros cúbicos, 22% acima de 2025, com a fatia asiática subindo a 41,3% após a interrupção do fornecimento catariano.
Exportações de GNL dos EUA sobem 15,5% na comparação anual em maio
Os Estados Unidos embarcaram 14,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) para mercados externos em maio de 2026, alta de 15,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA citados pela TASS. O total mensal ficou 6,5% abaixo do de abril, mas o avanço anual evidencia a rapidez com que a capacidade de exportação americana continua a crescer.
Nos primeiros cinco meses de 2026, os Estados Unidos exportaram cerca de 74,9 bilhões de metros cúbicos de GNL, 22% a mais do que de janeiro a maio de 2025. Esse ritmo firma os fornecedores americanos como o principal concorrente do gás russo tanto no mercado atlântico quanto no do Pacífico.
Europa e Leste Asiático concentram as compras
Europa e Leste Asiático seguiram como os principais destinos. Os Países Baixos compraram 1,8 bilhão de metros cúbicos, a Coreia do Sul 1,4 bilhão, a Itália 1,32 bilhão, o Japão 1,2 bilhão e o Egito 1 bilhão de metros cúbicos.
A fatia dos embarques com destino à Ásia atingiu 41,3% em maio, forte alta ante os 30,3% de abril. Os dados do Departamento de Energia associam essa mudança à crise no Oriente Médio e à interrupção das exportações catarianas de GNL, que empurrou os compradores para fornecedores alternativos.
Interrupção catariana redesenha estratégias de compra
A interrupção das cargas catarianas já está mudando os planos de suprimento. A China pretende reduzir sua dependência do GNL catariano após problemas de navegação no estreito de Ormuz, e o Canadá desponta como possível novo fornecedor para os compradores chineses.
Para a Rússia, a tendência estreita o espaço para defender sua fatia de mercado. Na Europa, as cargas americanas seguem deslocando volumes por gasoduto; na Ásia, o mercado com que Moscou contava para absorver o fornecimento redirecionado, o GNL americano e, possivelmente, canadense chega primeiro. Com crescimento das exportações de 22% em cinco meses, os fornecedores dos EUA consolidam uma vantagem que deixa o gás russo competindo sobretudo por preço.