Exportações agroflorestais e pesqueiras do Vietnã crescem 7% para US$ 49,31 bilhões
As exportações agroflorestais e pesqueiras do Vietnã chegaram a cerca de US$ 49,31 bilhões nos primeiros oito meses de 2026, alta anual de 7%. O avanço de frutas e hortaliças, produtos pesqueiros e pecuários compensou a queda da receita com arroz, café e borracha.
Exportações chegam a US$ 49,31 bilhões
As exportações agroflorestais e pesqueiras do Vietnã chegaram a cerca de US$ 49,31 bilhões nos primeiros oito meses de 2026, alta de 7% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Meio Ambiente divulgados pelo Vietnam.vn.
Os produtos agrícolas geraram US$ 25,66 bilhões, com crescimento de 2,7%. As exportações florestais aumentaram 5,4%, para US$ 12,57 bilhões, enquanto os produtos pesqueiros avançaram 10,9%, para US$ 7,94 bilhões. Os produtos pecuários formaram a grande categoria de maior crescimento, com alta de 30%, para US$ 511,9 milhões, embora ainda representem uma parcela relativamente pequena do total.
Frutas e hortaliças lideram o crescimento
Frutas e hortaliças registraram o maior avanço entre os produtos destacados, com alta de 24,9%, para US$ 6,02 bilhões. A receita com pimenta cresceu 9,6%, para US$ 1,24 bilhão, e as exportações de castanha de caju aumentaram 2%, para US$ 3,35 bilhões.
Os fatores variaram conforme o produto. O volume exportado de castanha de caju caiu 1,7%, mas o preço médio aumentou 3,7%, para US$ 7.058 por tonelada, permitindo crescimento da receita. A pimenta seguiu a trajetória oposta: o preço médio recuou 4,3%, mas o aumento de 14,5% no volume elevou o valor exportado em 9,6%.
Café, borracha, chá, arroz, mandioca e derivados registraram queda na receita de exportação. O arroz teve a maior retração, de 11,9%, para US$ 2,86 bilhões, após reduções de 6,3% no volume e de 6% no preço médio de exportação.
O volume de café cresceu 13,1%, mas a queda de 19,7% no preço médio levou a receita a recuar 9,1%. As exportações de borracha diminuíram 16,1% em volume; a alta de 11,9% no preço médio não foi suficiente para impedir a redução de 6,2% no valor. No chá, o aumento de 9,1% no preço limitou a queda da receita a 2%, apesar de uma contração de 10,2% no volume. Os ganhos com mandioca e derivados recuaram 2,5%.
Ásia continua como principal destino
A Ásia respondeu por 45,5% das principais exportações agroflorestais e pesqueiras vietnamitas. Na sequência vieram as Américas, com 21,5%, e a Europa, com 13,4%. A África representou 2,3% e a Oceania, 1,5%. O valor exportado para a Ásia cresceu 11,3%, enquanto os embarques para a Oceania avançaram 16,4%. O crescimento foi mais limitado nas Américas, em 0,6%, e na Europa, em 1,7%, enquanto as vendas para a África caíram 18,3%.
A China foi o maior mercado individual do Vietnã, com participação de 22,7%, à frente dos Estados Unidos, com 19,1%, e do Japão, com 6,8%. Os números mostram que o aumento total continuou estreitamente ligado à demanda asiática, apesar das vendas relevantes nas Américas e na Europa.
Importações crescem mais que exportações
As importações agroflorestais e pesqueiras somaram cerca de US$ 35,06 bilhões nos oito meses, avanço anual de 8,1%. Em agosto, porém, caíram 9,9% ante o mês anterior e 7,4% na comparação anual, indicando perda de ritmo.
Os Estados Unidos forneceram 10,2% das importações vietnamitas do setor, seguidos pela China, com 9,7%, e pelo Camboja, com 7,2%. O valor importado desses três fornecedores aumentou 22,4%, 8% e 21,7%, respectivamente. Com base nos totais divulgados, o Vietnã manteve um superávit comercial relevante no setor, embora as importações tenham crescido mais rapidamente que as exportações.