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Exportações agrícolas russas para a China crescem 43% e chegam a US$ 6,2 bilhões

As exportações agrícolas da Rússia para a China cresceram 43% e chegaram a US$ 6,2 bilhões nos primeiros sete meses de 2026. Peixe congelado, crustáceos, óleo de canola, soja e linhaça sustentaram a expansão, embora persistam restrições regulatórias e logísticas.

Exportações agrícolas russas para a China crescem 43% e chegam a US$ 6,2 bilhões

Comércio agrícola bilateral chega a US$ 8,3 bilhões

O comércio de produtos agrícolas entre Rússia e China cresceu quase 35% nos primeiros sete meses de 2026 e chegou a US$ 8,3 bilhões, segundo o Altapress. A principal contribuição veio das exportações russas, que avançaram 43% para US$ 6,2 bilhões.

O crescimento permitiu à Rússia ultrapassar a Nova Zelândia e subir da oitava para a sétima posição entre os maiores fornecedores agrícolas da China. O Brasil permaneceu na liderança, com exportações de aproximadamente US$ 30 bilhões. Especialistas citados pelo Altapress relacionaram o aumento das compras chinesas à instabilidade no mercado mundial de alimentos.

Peixe e crustáceos lideram o crescimento

O peixe congelado registrou a maior expansão entre as categorias divulgadas. O valor dos embarques aumentou 83% para US$ 1,4 bilhão. As exportações russas de crustáceos para a China cresceram 23% e alcançaram US$ 775 milhões.

A União Russa da Pesca informou que o principal impulso no comércio de pescado veio do escamudo-do-Alasca. Seus embarques cresceram 25% em volume e 70% em valor, indicando que valores unitários mais altos acompanharam a expansão física. Os dados reforçam a importância da China para a indústria pesqueira e os processadores russos de frutos do mar.

Oleaginosas e óleo de canola avançam

A Rússia também ampliou as vendas de oleaginosas e óleos vegetais processados. As exportações de óleo de canola para a China cresceram 5% em volume e 20% em valor, chegando a US$ 890 milhões. A China compra quase 90% do óleo de canola exportado pela Rússia, deixando produtores e processadores fortemente expostos à demanda e às decisões regulatórias de um único mercado.

Os embarques de soja superaram 780 mil toneladas, volume 2,9 vezes maior do que o registrado um ano antes. As exportações de linhaça chegaram a aproximadamente 600 mil toneladas, 1,7 vez o nível do ano anterior. A expansão, portanto, foi além dos produtos do mar e alcançou commodities agrícolas e óleos processados.

Protocolos e capacidade de transporte limitam o comércio

O acesso ao mercado continua dependendo da aprovação de protocolos veterinários e fitossanitários para muitos produtos agrícolas. Em agosto, a China bloqueou importações de óleo de canola de 23 empresas russas após detectar vestígios de material geneticamente modificado. Dada a participação chinesa nas exportações russas do produto, restrições a unidades autorizadas podem afetar imediatamente processadores e operadores comerciais.

A infraestrutura de transporte representa outro obstáculo. O Altapress informou que ferrovias e portos têm capacidade limitada, o que pode gerar gargalos à medida que os embarques aumentam. Ainda assim, especialistas esperam que as exportações agrícolas russas para a China superem de forma significativa o nível de 2025 no acumulado do ano. O avanço ocorre em um ambiente de preços globais elevados: segundo o Vedomosti, o índice de preços dos alimentos da FAO atingiu 131,1 pontos em julho, o maior patamar desde março de 2022.

Análise completa do mercado

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