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Exportações agrícolas da Colômbia aos EUA chegam perto de US$ 6 bilhões após 14 anos de TLC

As exportações agrícolas colombianas aos Estados Unidos subiram de US$ 2,4 bilhões para quase US$ 6 bilhões em 14 anos de livre-comércio. Os produtos chegam hoje a 49 estados, e os EUA recebem 39% das exportações agrícolas do país.

Exportações agrícolas da Colômbia aos EUA chegam perto de US$ 6 bilhões após 14 anos de TLC

Vendas agrícolas mais que dobram

As exportações agrícolas da Colômbia aos Estados Unidos passaram de US$ 2,4 bilhões para quase US$ 6 bilhões durante 14 anos do acordo bilateral de livre-comércio, segundo números destacados pela AmCham Colombia. Os Estados Unidos recebem 39% das exportações agrícolas colombianas e são um mercado central para produtores, processadores e exportadores do país.

A mudança ocorreu tanto no valor como no alcance comercial. No início do acordo, os produtos agrícolas colombianos eram vendidos em 38 estados norte-americanos; agora estão presentes em 49. Os fornecedores ganharam uma rede de distribuição quase nacional e reduziram a dependência de poucos pontos de entrada ou mercados regionais.

O avanço de US$ 2,4 bilhões para quase US$ 6 bilhões equivale a multiplicar por aproximadamente 2,5 o valor nominal exportado. Os dados disponíveis não separam os efeitos de volumes, preços e mudanças no portfólio. Ainda assim, mostram uma expansão expressiva do comércio agrícola durante os primeiros 14 anos.

Portfólio de produtos mais amplo

A AmCham Colombia afirma ainda que a oferta deixou de depender de três produtos e passou a incluir dezenas de bens agrícolas. As informações não identificam cada item nem sua participação nas vendas, mas uma cesta mais ampla aumenta a resistência comercial diante de problemas em uma cultura ou cadeia de abastecimento.

A diversificação também pode ampliar o grupo de empresas colombianas aptas a operar nos Estados Unidos. Produtos diferentes exigem regiões de cultivo, capacidade de processamento, logística e canais comerciais distintos. Assim, processadores e produtores especializados capazes de atender aos compradores norte-americanos podem se beneficiar ao lado dos grandes exportadores.

A presença em 49 estados reforça esse efeito. Importadores e distribuidores passam a contar com mais rotas de abastecimento, enquanto os fornecedores reduzem a dependência da demanda em poucos locais. O atendimento a diferentes mercados regionais também pode sustentar programas comerciais mais longos.

Exposição aos Estados Unidos continua elevada

A participação norte-americana de 39% também cria risco de concentração. O acesso ao mercado ajudou a Colômbia a ganhar escala, mas mudanças na demanda, nas exigências dos compradores ou nas condições comerciais podem afetar uma parcela relevante da receita externa do setor. Os exportadores precisam defender suas posições nos EUA e desenvolver outros destinos.

Os números descrevem o resultado de 14 anos, mas não provam que as preferências tarifárias causaram sozinhas todo o crescimento. As vendas também dependem de capacidade produtiva, conformidade, logística, relações comerciais e regularidade do fornecimento. A expansão de 38 para 49 estados indica que a distribuição avançou junto com o valor exportado.

O próximo desafio do agronegócio colombiano é usar o portfólio e a rede ampliados para continuar crescendo sem aprofundar a dependência de um único destino. Para os importadores norte-americanos, o desenvolvimento oferece mais fornecedores colombianos e uma seleção maior de produtos. Os primeiros 14 anos do acordo alteraram o valor, a cobertura geográfica e a composição do comércio agrícola bilateral.

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