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Energia diária: carvão atinge recorde de 8,85 bilhões de toneladas e a Rússia redireciona exportações para a Ásia

A AIE prevê demanda recorde de carvão de 8,85 bilhões de toneladas em 2025 antes de uma queda até 2030; a Rússia eleva as exportações de carvão em 4%, para 203 milhões de toneladas, e limita o diesel. A Colômbia queima mais combustível fóssil antes do El Niño e os pellets sobem na Europa.

Energia diária: carvão atinge recorde de 8,85 bilhões de toneladas e a Rússia redireciona exportações para a Ásia

Demanda de carvão atinge recorde antes do pico previsto

A demanda mundial de carvão em 2025 deve crescer cerca de 0,5% em relação a 2024, chegando a 8,85 bilhões de toneladas, um novo recorde histórico, segundo o relatório anual da Agência Internacional de Energia (AIE) citado pelo Le Figaro. O diretor de mercados de energia da AIE, Keisuke Sadamori, disse que o consumo caminha para um "novo recorde histórico", mas atingiu um platô; até 2030, a demanda deve recuar ao nível de 2023, pressionada pela concorrência das renováveis, da energia nuclear e de uma onda de GNL.

A participação do carvão na geração de eletricidade caiu de 41% em 2013 para cerca de 34% em 2025, o menor nível da estatística da AIE. A geração elétrica, dois terços do consumo total de carvão, deve recuar a partir de 2026, enquanto a demanda industrial se mantém mais resiliente. A China absorve 56% da demanda mundial e ficou estável em 2025, enquanto só os Estados Unidos acrescentaram 37 milhões de toneladas ao aumento global de 40 milhões, com a alta do preço do gás e a postura pró-fósseis do governo Trump freando o fechamento de usinas. A demanda da UE caiu apenas 3%, após quedas médias de 18% em 2023 e 2024. O restante do crescimento até 2030 virá da Índia (mais de 200 milhões de toneladas) e do Sudeste Asiático.

Rússia: exportações de carvão sobem enquanto o mercado interno de combustível segue tensionado

A Rússia elevou suas exportações de carvão em 4% em 2025, para 203 milhões de toneladas, e agora cobre quase 100% das importações chinesas de antracito; os portos do Báltico ampliaram os embarques para compradores asiáticos. O redirecionamento para o leste continua à medida que a Europa compra menos.

No mercado interno, a situação segue tensa. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak classificou a situação do combustível como difícil diante do pico de demanda do verão e de reparos não programados em refinarias; a demanda por combustível automotivo subiu um terço. O governo proibiu produtores de exportar diesel, gasóleos e combustível marítimo até 31 de julho de 2026, e o presidente Vladimir Putin sancionou emendas ao Código Tributário — válidas para relações surgidas a partir de 1º de junho — para apoiar as refinarias e o abastecimento interno. A gasolina bielorrussa foi negociada a 140.000 rublos por tonelada na bolsa de São Petersburgo.

Colômbia recorre à geração fóssil antes do El Niño

A Colômbia queimou até 65% mais carvão e gás em cinco meses diante da chegada iminente do El Niño, cuja probabilidade o instituto Ideam estima em 82%; segundo o operador da rede XM, as usinas termelétricas consumiram 43 milhões de Mbtu desde janeiro. A Hyundai Corporation obteve um contrato para construir uma usina termelétrica a carvão no país, ainda que o presidente Gustavo Petro tenha afirmado que "o mercado mundial do carvão está acabando" e reiterado que não permitirá seguir exportando o mineral para Israel.

Hidrogênio e pellets: sinais de política e de preço em mudança

O clima do mercado europeu de hidrogênio passou da disposição à ação, segundo a Wood Mackenzie via Quantum Commodity Intelligence, enquanto a Coreia do Sul alterou o volume de abertura de seu mercado de leilões de energia a hidrogênio. Na biomassa sólida, os preços dos pellets de madeira na Alemanha estão cerca de 30% acima do ano anterior, e os produtores espanhóis preveem produção de 630.000 toneladas até o fim de 2026 ante uma demanda nacional de cerca de 700.000 toneladas. Na França, a Picardie Granulation investe 40 milhões de euros em sua primeira fábrica de pellets no Somme, com início previsto para o primeiro semestre de 2025 e cerca de 30 empregos locais.

Análise completa do mercado

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