Egito reforça controle de pesticidas para preservar acesso ao mercado da UE
O Egito concluiu a avaliação de um plano atualizado para controlar resíduos de pesticidas nas exportações alimentares e agrícolas à UE. As medidas respondem às recomendações de uma equipe técnica da Comissão Europeia e reforçam rastreabilidade, fiscalização baseada em risco e coordenação institucional.
Avaliação do plano atualizado é concluída
A Autoridade Nacional de Segurança Alimentar do Egito concluiu a avaliação de um plano de ação atualizado para reforçar o controle de resíduos de pesticidas em alimentos e produtos agrícolas exportados à União Europeia. O trabalho foi realizado com outros órgãos nacionais em resposta às recomendações de uma equipe técnica de auditoria da Comissão Europeia.
A iniciativa busca manter a conformidade com as exigências europeias e reforçar a confiança na segurança e na qualidade dos produtos egípcios. Segundo o Youm7, a avaliação concluída abrange melhorias nos controles oficiais, na rastreabilidade e no monitoramento baseado em risco. O Al-Masry Al-Youm descreveu o processo como a conclusão dos procedimentos relacionados à avaliação do plano revisado.
Auditoria europeia examinou produtos vegetais
A equipe técnica da Comissão visitou o Egito de 5 a 16 de outubro de 2025. Sua missão foi avaliar o sistema oficial de controle e as medidas aplicadas para garantir que alimentos de origem vegetal exportados cumpram as exigências europeias sobre resíduos de pesticidas. Os morangos estavam entre os produtos examinados, segundo as duas publicações.
Após a visita, a Autoridade Nacional de Segurança Alimentar trabalhou com o Ministério da Agricultura e Recuperação de Terras, representado pela Administração Central de Quarentena Vegetal, e outros órgãos competentes para atualizar e executar o plano. As medidas pretendem elevar a eficiência e a eficácia da fiscalização de resíduos e desenvolver o controle ao longo da cadeia alimentar.
Rastreabilidade e análise de risco ganham prioridade
A abordagem revisada dá maior peso à avaliação científica, à troca de informações e aos controles preventivos baseados em análise de risco. Também prevê maior rastreabilidade para que os reguladores possam acompanhar os produtos exportados ao longo da cadeia de suprimentos e identificar problemas de conformidade com mais eficiência.
O presidente da autoridade, Tarek El-Houby, afirmou que manter a confiança internacional exige coordenação contínua entre instituições públicas e organizações envolvidas nas exportações. Além do ministério e da administração de quarentena vegetal, participaram o Serviço Comercial Egípcio, seu escritório comercial em Bruxelas, o Conselho de Exportação Agrícola e o Conselho de Exportação de Alimentos.
A autoridade informou que continuará desenvolvendo seu sistema de controle para acompanhar requisitos e padrões internacionais. Para produtores e processadores, rastreabilidade e monitoramento de resíduos mais rigorosos aumentam a importância de documentar o uso de pesticidas e manter controles consistentes antes do embarque. Os exportadores também dependem da coordenação entre propriedades, unidades de embalagem, reguladores e representantes comerciais para evitar que falhas de conformidade prejudiquem o acesso ao mercado da UE.
Acesso ao mercado dependerá da execução contínua
A conclusão da avaliação não encerra o processo de conformidade. O plano precisa continuar operando em toda a cadeia alimentar, com controles adaptados aos riscos identificados e informações compartilhadas entre os órgãos responsáveis. A autoridade apresentou esse trabalho como parte do esforço para proteger a reputação e a competitividade das exportações alimentares e agrícolas egípcias.
Não foram divulgados valores de exportação, volumes embarcados ou alterações nas condições europeias de importação. A relevância imediata é, portanto, regulatória: o Egito respondeu às recomendações da auditoria e reforçou a estrutura que sustenta as exportações de alimentos vegetais, incluindo morangos. A continuidade da execução determinará se produtores e exportadores conseguirão preservar o acesso confiável aos compradores europeus enquanto cumprem os padrões de resíduos de pesticidas.