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Egito sobe ao quinto lugar mundial nas exportações de farinha de trigo em 2025

O Egito exportou cerca de 944 mil toneladas de farinha de trigo no valor de US$ 319 milhões em 2025, ocupando o quinto lugar mundial com participação próxima de 6%. Sudão, Somália, Madagascar, Iêmen e Palestina responderam por 94% da receita.

Egito sobe ao quinto lugar mundial nas exportações de farinha de trigo em 2025

Exportações chegam a 944 mil toneladas

O Egito exportou cerca de 944 mil toneladas de farinha de trigo no valor de US$ 319 milhões em 2025, tornando-se o quinto maior exportador mundial do produto. Segundo o Hapi Journal, os embarques representaram aproximadamente 6% das exportações globais classificadas na posição HS 110100.

Os números mostram o papel crescente do Egito como centro regional de processamento de grãos e fornecimento de farinha para mercados africanos e árabes próximos. Diferentemente da exportação de trigo sem processamento, a venda de farinha mantém no país o valor gerado pela moagem. O volume informado também coloca os moinhos egípcios entre os participantes relevantes de um mercado global no qual a competitividade depende de produção estável, abastecimento de grãos e atendimento regular a países que precisam importar alimentos.

Valor exportado cresce 15% ao ano

O Conselho de Exportação das Indústrias Alimentícias do Egito informou que as exportações de farinha de trigo cresceram de forma significativa entre 2020 e 2025. O valor exportado registrou taxa de crescimento anual composta de 15%, enquanto o volume avançou a uma taxa anual composta de cerca de 14%.

A proximidade entre o crescimento do valor e o do volume indica que a expansão foi sustentada principalmente pelo aumento dos embarques físicos. O conselho classificou o desempenho como uma demonstração da força e da competitividade da farinha egípcia, sobretudo nos mercados africanos e árabes. Também afirmou que os resultados abrem oportunidades para ampliar as exportações e entrar em novos mercados nos próximos anos.

A indústria de moagem do Egito está conectada a países onde a farinha importada tem papel importante no abastecimento alimentar. Por isso, os resultados de 2025 são relevantes não apenas para os moinhos, mas também para fornecedores de grãos, empresas de logística e traders que atendem ao mercado regional. Para manter o crescimento, os exportadores precisarão preservar os destinos já consolidados e desenvolver canais fora da atual base de clientes.

Cinco mercados geram 94% da receita

O Sudão foi o maior destino da farinha de trigo egípcia em 2025, com compras de US$ 118 milhões, equivalentes a cerca de 37% do valor total exportado pelo Egito. A Somália ficou em segundo lugar, com US$ 81 milhões e participação de 25%. Madagascar veio em seguida, com US$ 49 milhões e 15%, enquanto o Iêmen comprou US$ 34 milhões, ou 11%. A Palestina foi o quinto maior mercado, com US$ 20 milhões e 6%.

As vendas combinadas para esses cinco mercados chegaram a aproximadamente US$ 302 milhões, cerca de 94% da receita egípcia com exportações de farinha de trigo em 2025. Essa concentração dá aos processadores do Egito uma posição forte em seus principais destinos, mas também deixa o desempenho geral dependente da demanda, das condições de pagamento e do acesso a um grupo limitado de mercados.

A distribuição dos destinos está concentrada na África e no mundo árabe, as mesmas regiões destacadas pelo Conselho de Exportação das Indústrias Alimentícias. O Sudão sozinho gerou mais de um terço da receita, e Sudão e Somália somaram 62%. Para produtores e traders, preservar as rotas de fornecimento para esses mercados será essencial para sustentar os volumes que levaram o Egito ao quinto lugar mundial.

Análise completa do mercado

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