Egito lidera as importações agrícolas da China no Oriente Médio com 25,9% do total
O Egito respondeu por 25,9% das importações agrícolas chinesas vindas do Oriente Médio entre janeiro e julho de 2026, com embarques 90,3% maiores na comparação anual, segundo dados da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Locais e Subprodutos Animais. As compras chinesas na região caíram 0,7%, para US$ 1,07 bilhão, enquanto o comércio agrícola bilateral somou US$ 4,37 bilhões.
O Egito foi a maior origem individual das importações agrícolas da China vindas do Oriente Médio nos sete primeiros meses de 2026, com 25,9% do total, segundo dados divulgados pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Locais e Subprodutos Animais e reproduzidos pela agência Xinhua. As compras chinesas no Egito subiram 90,3% na comparação anual.
O comércio agrícola bilateral entre a China e os países do Oriente Médio alcançou US$ 4,37 bilhões entre janeiro e julho, alta de 1,9% sobre o ano anterior. As importações chinesas da região somaram US$ 1,07 bilhão, queda de 0,7% — recuo bem menor que a contração de 15,6% registrada no mesmo período de 2025. Segundo a câmara, houve melhora em vários mercados e produtos, com forte avanço de frutas, óleos vegetais e pescados.
Três fornecedores concentram cerca de 70%
Egito, Emirados Árabes Unidos e Turquia forneceram juntos cerca de 70% das importações agrícolas chinesas da região, com fatias de 25,9%, 21,6% e 21,2%, respectivamente. Como o total importado da região recuou ligeiramente, a liderança egípcia veio de ganho de participação, e não de um mercado em expansão.
Vários fornecedores menores registraram altas percentuais mais fortes. As importações de Omã subiram 302,8%, enquanto Arábia Saudita e Marrocos avançaram 25,4% e 21,9%. A Tunísia teve o maior crescimento, de 458,6%, embora sua fatia no total tenha permanecido limitada a 0,4%. O recorte regional da câmara inclui países do norte da África ao lado dos Estados do Golfo e da Turquia.
Frutas, óleos vegetais e algodão dominam a cesta
Cinco grupos de produtos responderam por 73,6% das importações agrícolas chinesas da região:
- frutas e derivados — 22,5%
- óleos vegetais — 15%
- pescados, produtos marinhos e bens associados — 14,5%
- algodão — 13,6%
- linho — 7,9%
O crescimento se concentrou nessas mesmas categorias. As importações de frutas e derivados subiram 28,3% na comparação anual, as de óleos vegetais 17,5% e as de pescados e produtos marinhos 43,4%. As compras de linho saltaram 243,9%, o ritmo mais rápido entre as principais categorias, ainda que sua fatia no total siga pequena.
Acesso sem tarifas remodela a oferta africana
Desde 1º de maio a China aplica tarifa zero a todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, entre eles Egito, Marrocos e Tunísia — os três fornecedores norte-africanos cujos embarques para a China cresceram no período coberto pelos dados da câmara.
Números da Administração Geral de Alfândegas da China mostram que as importações vindas da África chegaram a 193,8 bilhões de yuans (cerca de US$ 28,87 bilhões) em maio e junho, alta de 23,5% na comparação anual. As compras de abacate subiram 130%, as de maçã 89,6%, as de laranja 27,9% e as de toranja 11,9%.
A Xinhua associou os números à continuidade da abertura de mercado chinesa e às medidas de facilitação comercial com seus parceiros. Os dados da câmara cobrem de janeiro a julho, o que significa que apenas três meses de comércio sob o novo regime tarifário aparecem nos totais.