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Exportações agrícolas do Egito para a Arábia Saudita chegaram a 350 milhões de dólares em 2025

O Egito exportou cerca de 350 milhões de dólares em produtos agrícolas para a Arábia Saudita em 2025, com volume próximo de 630 mil toneladas, e o mercado saudita absorve algo em torno de 12% das vendas agrícolas egípcias ao exterior. As exportações da indústria de alimentos foram maiores, cerca de 570 milhões de dólares, dentro de um comércio bilateral de aproximadamente 7 bilhões.

Exportações agrícolas do Egito para a Arábia Saudita chegaram a 350 milhões de dólares em 2025

O Egito exportou cerca de 350 milhões de dólares em produtos agrícolas para a Arábia Saudita em 2025, com volume próximo de 630 mil toneladas, segundo Mohamed Youssef, professor de agricultura biológica da Faculdade de Agricultura da Universidade de Zagazig, em declarações ao portal econômico egípcio Alam Al-Mal. O mercado saudita absorve hoje cerca de 12% de toda a exportação agrícola egípcia.

Volumes, valor e posição de mercado

O valor médio implícito é de aproximadamente 556 dólares por tonelada, compatível com uma pauta dominada por produto fresco de grande volume e não por categorias premium. Segundo Youssef, a Arábia Saudita é o segundo maior mercado internacional para as culturas egípcias, atrás da Rússia, com peso especial de frutas e hortaliças frescas e processadas. Ele atribui a posição do produto egípcio no reino à reputação já consolidada e à qualidade do acondicionamento e da embalagem.

Só as frutas responderam por cerca de 180,6 milhões de dólares das exportações egípcias para a Arábia Saudita, conforme números que Youssef atribui a 2026, ante importações egípcias de frutas de cerca de 11,9 milhões no mesmo período. Os totais que ele cita para o comércio agrícola bilateral se referem a 2025, de modo que as duas séries não cobrem o mesmo intervalo e não devem ser lidas como um único ano.

A composição da pauta

Os embarques egípcios abrangem culturas frescas, semiprocessados e alimentos prontos:

  • Produto fresco: uva, manga, batata, cebola, batata-doce, morango, feijão, alho e goiaba, com cítricos, batata, cebola, uva e manga apontados como as principais culturas.
  • Linhas desidratadas e congeladas: cebola e alho secos, morango congelado e, de modo mais amplo, frutas e hortaliças congeladas.
  • Conservas: hortaliças em conserva e em salmoura, geleias, concentrados de sucos e bebidas e concentrados de frutas.
  • Outras categorias: plantas medicinais e aromáticas frescas e processadas, leguminosas, grãos e seus derivados, produtos de batata processados e semiprocessados, tâmaras e alimentos vegetais industrializados.

Certificação e controle fitossanitário

As partidas egípcias passam por inspeção periódica de comissões especializadas da quarentena agrícola, afirmou Youssef. Mais de 70 produtos agrícolas foram codificados para exportação e as exigências fitossanitárias foram estendidas a um grande número de culturas não tradicionais.

Para o exportador, esse arcabouço é a condição efetiva de acesso. Os volumes seguem tanto a certificação quanto a demanda, e cada novo produto codificado amplia a lista de culturas que podem entrar legalmente no mercado saudita. A extensão das regras fitossanitárias mira justamente categorias fora do comércio consolidado de batata, cebola e cítricos.

Alimento processado pesa mais que a matéria-prima

As exportações da indústria de alimentos do Egito para a Arábia Saudita alcançaram cerca de 570 milhões de dólares em 2025, acima dos 350 milhões registrados em produtos agrícolas, disse Youssef, que descreve o reino como o maior importador árabe de alimentos egípcios. O comércio bilateral total de bens e serviços em todos os setores ficou em torno de 7 bilhões de dólares em 2025. Ele trata o fluxo agrícola como fonte de divisas que alivia a pressão sobre o dólar e sustenta a balança comercial egípcia.

Youssef sustenta que a demanda saudita mais firme permite colocar produto a preços competitivos, melhora a renda de agricultores e pequenos produtores e estimula a expansão de culturas de maior valor, em especial categorias não tradicionais como plantas medicinais e aromáticas frescas, processadas e secas. Ele também associa o aprofundamento do comércio agrícola a investimentos sauditas na capacidade egípcia de produção e processamento, e aponta a agroindústria como caminho para elevar o valor agregado em vez de exportar a cultura em estado bruto.

Análise completa do mercado

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