Exportadores egípcios fixam mínimo de 7 EGP por kg de batata-doce
Grandes produtores, exportadores e agricultores de Damieta e Kafr el-Sheikh acordaram um preço mínimo de compra de 7 EGP por quilograma para a safra atual e a próxima. A iniciativa também pretende adequar o cultivo às exigências dos mercados europeus e internacionais.
Setor define preço mínimo para duas safras
Grandes produtores, exportadores e agricultores egípcios acordaram um preço mínimo de compra de 7 EGP por quilograma de batata-doce para a safra atual e a próxima. O acordo foi alcançado em reunião promovida pela exportadora agrícola Agro Green com representantes do setor das províncias de Damieta e Kafr el-Sheikh.
Segundo Moltaka Al-Iqtisad e Al Mal, os participantes decidiram que os exportadores não devem comprar abaixo do custo real de produção dos agricultores. O patamar de 7 EGP pretende protegê-los de prejuízos e oferecer aos exportadores uma base produtiva mais estável. As publicações não explicaram como o acordo será aplicado nem se alcançará empresas e produtores que não estavam representados na reunião.
Produção será alinhada às exigências de exportação
A reunião também tratou da transmissão direta aos agricultores das exigências da Europa e de outros mercados internacionais. Os participantes afirmaram que as normas externas devem chegar aos produtores no início do ciclo produtivo, e não somente depois da colheita.
Os agricultores pediram um programa de cultivo claro, incluindo boas práticas agrícolas, defensivos permitidos e intervalos de segurança antes da colheita. Também solicitaram treinamentos para evitar produtos proibidos e reduzir problemas com resíduos. Para exportadores e unidades de embalagem, maior controle nas propriedades pode diminuir o risco de cargas fora das especificações de clientes ou autoridades.
A iniciativa reúne a Agro Green e representantes de Shahd Al Malika, Grebnia, Al Rashid, Green Foods, Al Hikma, Al Geyoushi e Misr Al Khadra, além de agricultores de Damieta e Kafr el-Sheikh. Os participantes convidaram outros exportadores, produtores e unidades de embalagem para futuras reuniões, buscando coordenar questões relacionadas à qualidade e à reputação das exportações egípcias.
Batata-doce ganha espaço nas exportações agrícolas
As duas publicações informaram que a batata-doce se tornou a terceira maior cultura agrícola de exportação do Egito em volume, atrás dos cítricos e da batata. Essa posição aumenta a importância comercial da qualidade consistente, especialmente para preservar o acesso a mercados externos exigentes.
As partes pretendem combinar remuneração justa para os agricultores, produto em conformidade com padrões internacionais e competitividade dos exportadores. Também esperam envolver o Ministério da Agricultura e Recuperação de Terras do Egito e outros órgãos públicos nas próximas reuniões, para obter apoio técnico e de extensão rural.
O acordo oferece aos agricultores uma referência de preço para duas safras, mas seu impacto dependerá da participação ao longo da cadeia e do cumprimento pelos compradores. Os exportadores terão de transformar a coordenação em qualidade estável e menos problemas com resíduos. Para os agricultores, o valor do piso dependerá de os 7 EGP por quilograma continuarem cobrindo os custos reais e de os compradores respeitarem o compromisso.