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ECOLOG avança para a importação de hidrogénio líquido e o transporte marítimo de CO2 na Europa

A ECOLOG, do armador grego Peter Livanos, está a licenciar um grande polo energético nos Países Baixos concebido para importar hidrogénio líquido e exportar CO2. Segundo o topontiki.gr, o projeto em Amesterdão pretende integrar a cadeia europeia emergente de transporte e armazenamento de carbono, sendo o principal obstáculo o licenciamento e não a tecnologia ou o capital.

ECOLOG avança para a importação de hidrogénio líquido e o transporte marítimo de CO2 na Europa

A ECOLOG, grupo controlado pelo armador grego Peter Livanos, está a posicionar-se nos mercados criados pela transição energética, tendo o hidrogénio líquido e o transporte de dióxido de carbono como eixos da estratégia, noticiou o meio grego topontiki.gr.

Um polo em Amesterdão para dois fluxos opostos

De acordo com o topontiki.gr, a empresa trabalha há vários anos no licenciamento de um grande polo energético nos Países Baixos. A instalação está concebida para sustentar a importação de hidrogénio líquido e a exportação de CO2, dois fluxos de carga que atravessam o mesmo local em sentidos contrários. O projeto em Amesterdão pretende integrar a cadeia de transporte e armazenamento de carbono que começa a formar-se no mercado europeu.

A notícia não revela a capacidade do polo, o montante do investimento, o calendário de construção nem os nomes de parceiros e compradores. Também não identifica os locais de armazenamento que receberiam o CO2 exportado. O que fica estabelecido é a arquitetura comercial: um nó costeiro onde é desembarcado um vetor energético importado e é carregado um gás industrial capturado.

É essa dupla função que distingue o projeto de um terminal de importação convencional. O hidrogénio chega como combustível e matéria-prima para a indústria europeia; o CO2 sai como um fluxo que os emissores não conseguem reduzir na própria instalação e têm de encaminhar para armazenamento permanente. Ambos exigem movimentação criogénica, tancagem dedicada e navios especializados.

Um mercado inicial que atrai capital

Ambas as atividades continuam numa fase relativamente inicial na Europa, observa o topontiki.gr, mas concentram um interesse de investimento significativo à medida que se desenvolvem as novas infraestruturas de descarbonização da indústria. Essa combinação — operações imaturas e forte apetite por capital — caracteriza a atual fase de construção europeia, em que terminais, condutas, locais de armazenamento e navios são planeados em paralelo e cada elemento depende de os restantes chegarem à decisão final de investimento.

O problema de sequência é real para todos os intervenientes. Os navios de CO2 liquefeito e de hidrogénio líquido são ativos feitos por medida, com prazos de construção longos, ao passo que os terminais de importação e exportação exigem licenças, terreno e aprovações de segurança. Nenhuma das partes pode avançar muito à frente da outra sem assumir o risco de a contraparte chegar tarde ou não chegar.

O obstáculo é o licenciamento, não a tecnologia nem o dinheiro

Para a ECOLOG, a principal barreira não é a tecnologia nem a obtenção de capital, segundo a notícia. A questão crítica é o licenciamento: as autoridades competentes têm de avaliar instalações e tecnologias para as quais, em vários casos, não existe precedente — nem uma instalação comparável já aprovada, nem um acervo de processos a que recorrer. Os prazos de aprovação tornam-se assim difíceis de prever, o que se reflete diretamente nas encomendas de navios, nos contratos de transporte e no financiamento que deles depende.

A empresa participa no programa VOIS, no âmbito do Safety Deal, noticiou o topontiki.gr, dando particular peso à definição de regras comuns entre empresas e autoridades públicas para a segurança deste tipo de instalações. A ênfase está tanto no procedimento como em qualquer projeto isolado: normas acordadas permitiriam aos reguladores avaliar instalações de hidrogénio líquido e CO2 segundo um quadro partilhado, em vez de analisar cada pedido de raiz.

Porque é que um armador constrói infraestrutura energética

Para os interesses de Livanos, o atrativo deste mercado está na ligação que estabelece entre a marinha mercante e as novas infraestruturas energéticas, refere a notícia. O transporte de CO2 líquido e hidrogénio pode criar um novo segmento especializado do comércio marítimo, mas apenas se os grandes projetos europeus passarem da fase de planeamento à operação comercial.

Essa condição é o núcleo da história. Um armador que investe a montante num terminal não compra apenas um ativo logístico: ocupa a posição da cadeia que decide se os navios terão carga. Se os projetos europeus de captura de carbono e hidrogénio se traduzirem em volumes contratados, os operadores com terminais licenciados e navios para os servir partirão de uma posição consolidada. Se os projetos travarem, o risco recai sobre quem comprometeu capital primeiro.

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