Dodecaneso enfrenta défice estimado de 36 milhões de toneladas de agregados
O Dodecaneso poderá enfrentar um défice de cerca de 36 milhões de toneladas de agregados no horizonte de planeamento de 40 anos previsto pela legislação grega. A região do Egeu Meridional pede novas zonas de pedreiras em Rodes, Cós e Cárpatos, além da unidade regional de Calímnos.
Avaliação regional identifica défice de longo prazo
O Dodecaneso enfrenta uma escassez estimada em cerca de 36 milhões de toneladas de agregados para construção nos próximos 40 anos, segundo uma proposta oficial noticiada pelo Dimokratiki. O período corresponde ao horizonte de planeamento definido pela legislação grega em vigor. A avaliação renovou os apelos à delimitação de novas zonas de pedreiras no arquipélago, onde a oferta local limitada aumenta o custo de obras públicas e privadas.
Apostolis Asprakis, vice-governador regional do Egeu Meridional, apresentou uma proposta para que o Conselho Regional reconheça a necessidade de novas zonas de extração em Rodes, Cós e Cárpatos, além da unidade regional de Calímnos. O documento afirma que está em causa a capacidade das ilhas para obter agregados a preços razoáveis. Atualmente, a maioria dos materiais chega aos estaleiros com custos várias vezes superiores aos praticados na Grécia continental, informou o Dimokratiki.
Capacidade atual tem vida útil limitada
O Dodecaneso dispõe hoje de apenas uma zona de pedreiras oficialmente delimitada. Fica em Vathia Langada, na área de Xirokampos da ilha de Leros, dentro da unidade regional de Calímnos. Uma empresa privada explora ali duas pedreiras com uma área conjunta de 233,28 stremmas. Com base nas reservas recuperáveis e na procura, a zona tem no máximo cinco anos de vida útil restante, segundo um parecer da Direção regional de Recursos Naturais, Energia e Indústria datado de 23 de julho de 2026.
As outras pedreiras que operam legalmente fora das zonas delimitadas também têm um horizonte reduzido. A continuidade das operações depende do fim das prorrogações unilaterais dos contratos de arrendamento dos terrenos explorados, concedidas ao abrigo do artigo 68, n.º 5, da lei aplicável. Estas pedreiras não podem expandir-se enquanto as autoridades não concluírem o processo de delimitação estabelecido nos artigos 46 a 48 da Lei 4512/2018.
Zoneamento antigo já não corresponde à procura
As decisões de não criar zonas de pedreiras nas restantes ilhas do Dodecaneso, com exceção de Leros, remontam à década de 1990. O enquadramento territorial permanece, portanto, praticamente inalterado há mais de 25 anos, embora a atividade de construção nas ilhas tenha mudado substancialmente. Uma investigação conduzida no ano passado pelos serviços regionais identificou uma clara insuficiência de agregados em todo o Dodecaneso.
Asprakis ressalvou que o défice projetado de 36 milhões de toneladas é uma estimativa, não um valor vinculativo. O cálculo baseou-se nos dados fornecidos pelas entidades consultadas durante o estudo, das quais apenas cerca de metade respondeu. Isso limita a precisão da previsão, mas a redução das reservas autorizadas, as restrições à expansão e os elevados custos de transporte já configuram um problema urgente de planeamento.
A proposta defende uma distribuição mais racional da oferta em torno dos centros de consumo, além de concorrência e disponibilidade de agregados em todo o território. Os objetivos declarados são reduzir custos e melhorar a qualidade das construções. Asprakis também pediu ao Conselho Regional que autorize o governador do Egeu Meridional a enviar uma recomendação à secretária da Administração Descentralizada do Egeu, responsável pela respetiva aprovação. Para construtoras, promotores e entidades públicas, o ritmo desse processo determinará se haverá nova capacidade local antes de as operações autorizadas existentes atingirem o seu limite.