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Diesel mantém 50,8% do mercado espanhol de automóveis usados

O diesel representou 50,8% das transações de automóveis usados em Espanha no primeiro trimestre, apesar da perda de espaço nas matrículas de veículos novos. Preços elevados, envelhecimento da frota e oferta disponível mantêm esta motorização no centro do mercado de usados.

Diesel mantém 50,8% do mercado espanhol de automóveis usados

Diesel conserva a maioria no mercado de usados

O mercado automóvel espanhol avança em duas direções diferentes. Os compradores de veículos novos escolhem cada vez mais modelos a gasolina, híbridos e plug-in, enquanto o diesel continua a dominar as transações de segunda mão. Segundo o El Economista, esta motorização representou 50,8% das operações no primeiro trimestre, com 267.828 unidades vendidas. O volume cresceu 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os automóveis a gasolina ficaram em segundo lugar no mercado de usados. As vendas cresceram 7,2%, para 193.272 unidades, equivalentes a 36,7% das operações. Os elétricos a bateria usados avançaram 53,2%, mas ficaram limitados a 6.079 unidades e a uma quota de 1,2%. A eletrificação cresce a partir de uma base reduzida e ainda não alterou de forma relevante a composição da oferta de segunda mão.

O mercado de veículos novos segue outro caminho

O contraste com as novas matrículas é significativo. O El Economista informou que os veículos plug-in atingiram 10,4% das vendas de automóveis novos no primeiro semestre de 2024, superando pela primeira vez o diesel, com 10,3%. A gasolina liderou com 40,6%, seguida pelos híbridos com 35,7%. Em 2023, o diesel tinha representado 12,5% das matrículas, contra 40,8% da gasolina e 46,7% de tecnologias como híbridos, híbridos plug-in, veículos bicombustíveis a gasolina e gás e elétricos puros, segundo dados da Anfac citados pela publicação.

A redução da gama e o aumento dos preços também explicam a queda do diesel entre os veículos novos. Dados da AutoScout24 citados pelo El Economista colocaram o preço médio de um diesel novo em 32.481 € em 2023, contra 17.805 € em 2014, um aumento de 82,4%. No mesmo período, o salário médio subiu 13,3% e o índice de preços no consumidor avançou 21,1%, segundo os números citados do INE. As matrículas de veículos diesel caíram de mais de 1,1 milhões no pico de 2007 para pouco mais de 118.000 em 2023.

Idade da frota e preços sustentam a procura

O mercado de usados é muito maior do que o canal de veículos novos. O El Economista, com base em dados da Ganvam, informou que foram vendidos mais de 2 milhões de veículos usados no ano anterior, um crescimento de 9%. No primeiro trimestre, venderam-se 1,9 usados por cada automóvel novo. Os veículos com mais de 15 anos concentraram mais de 40% das vendas, alcançando 215.888 unidades após um aumento de 8,5%.

Esta estrutura etária ajuda a explicar a resistência do diesel. A idade média da frota espanhola atingiu 14,5 anos, contra 14,2 anos em 2023, segundo dados da Ideauto baseados na Direção-Geral de Trânsito. O diesel ainda representava 58,9% da frota, ou 18.427.111 veículos, apesar de uma queda anual de 0,5%. Mais de 8,5 milhões de veículos com mais de 20 anos continuavam em circulação em 2024.

A acessibilidade financeira amplia a divergência. O El Economista indicou um preço médio de 12.365 € para um automóvel usado, após uma queda de 0,94%, enquanto normas mais rígidas de emissões e segurança, matérias-primas e a anterior escassez de semicondutores elevaram os custos dos veículos novos. As zonas de baixas emissões em cidades com mais de 50.000 habitantes criam incerteza para os proprietários de modelos antigos, mas a oferta existente e a diferença de preços continuam a favorecer as transações com diesel. As importações também aumentam a oferta: as vendas de veículos com oito a dez anos cresceram 20,4%, para 30.416 unidades, enquanto as importações avançaram quase 29% e atingiram 6,3% do mercado de usados.

Análise completa do mercado

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