Costa do Marfim amplia rastreabilidade do cacau antes da safra 2026/2027
A Costa do Marfim está implantando um sistema nacional de rastreabilidade do cacau antes da principal safra de 2026/2027. O mecanismo registrará o percurso das amêndoas desde a propriedade até a primeira venda para atender às exigências crescentes dos mercados internacionais.
Rastreabilidade chega às regiões produtoras
A Costa do Marfim está implantando um novo sistema nacional de rastreabilidade do cacau antes da abertura da principal safra de 2026/2027. Segundo a Benin Web TV, já existem operações em várias áreas produtoras, incluindo Divo e Facobly, duas localidades situadas em importantes polos cacaueiros. O sistema deverá registrar o percurso do cacau desde a propriedade rural até sua primeira comercialização.
A implantação altera a gestão das informações na cadeia de suprimentos do maior produtor mundial de cacau. As autoridades querem identificar com mais precisão a origem das amêndoas e sua movimentação nas primeiras etapas do comércio. As informações disponíveis, porém, ainda não detalham todos os aspectos técnicos nem apresentam um cronograma completo para a expansão nacional.
Dependência das exportações amplia o risco
O cacau responde por mais de 40% da receita de exportação da Costa do Marfim e é uma fonte central de divisas e renda rural. Essa concentração também deixa a economia exposta às mudanças nos preços mundiais. Conforme a Benin Web TV, as oscilações afetam diretamente a renda dos produtores, a receita das exportações e o equilíbrio financeiro de toda a cadeia.
O projeto começa, portanto, em um período de volatilidade de preços e exigências mais rigorosas nos mercados importadores. A Costa do Marfim está ajustando gradualmente seus instrumentos comerciais e a organização do setor para conhecer melhor a produção e aumentar a transparência dos canais de venda. Uma documentação mais completa pode ajudar produtores, compradores e reguladores a confirmar a origem das amêndoas, embora o resultado dependa da qualidade e da cobertura dos dados.
Acesso ao mercado exige participação ampla
Compradores e reguladores internacionais exigem cada vez mais que fornecedores identifiquem a origem do cacau e documentem suas condições de produção. Para a Costa do Marfim, atender a essas demandas é necessário para preservar o acesso aos principais destinos externos. A rastreabilidade deixa, assim, de ser apenas uma ferramenta administrativa e passa a integrar a infraestrutura comercial necessária para manter o cacau marfinense aceito por clientes exigentes.
O principal desafio será levar o sistema além das operações iniciais e integrar agricultores e operadores comerciais em todas as regiões produtoras. A cobertura efetiva determinará se as amêndoas poderão ser acompanhadas continuamente desde cada propriedade até a primeira venda. Com a aproximação da safra 2026/2027, Divo e Facobly serão testes iniciais de um modelo que pretende elevar a transparência e a competitividade sem interromper o fluxo de cacau para o mercado.