Coreia do Sul e China simplificam controles sanitários para exportações de alimentos
Coreia do Sul e China acordaram medidas sobre registro de produtores, macarrão instantâneo com carne e certificados sanitários eletrônicos para produtos do mar. A associação alimentar sul-coreana prevê acesso mais rápido ao mercado e redução de custos administrativos e produtivos.
Documento enfrenta barreiras comerciais concretas
O Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul e a Administração Geral das Alfândegas da China assinaram um documento de cooperação em segurança alimentar para resolver obstáculos práticos enfrentados pelos exportadores. Segundo a Associação Coreana da Indústria de Alimentos, a assinatura ocorreu em 20 de agosto, em Dalian, na China, durante o Diálogo entre Alfândegas e Empresas da APEC 2026.
A associação recebeu o documento como resultado concreto do memorando de cooperação alimentar firmado pelos dois países em janeiro. Ele abrange três áreas: registro de produtores sul-coreanos que pretendem entrar na China, requisitos sanitários para macarrão instantâneo com ingredientes de carne e certificados sanitários eletrônicos para o comércio de produtos do mar.
Registro pode cair para cerca de 10 dias
A China reconhecerá pedidos enviados pelo portal integrado Food Safety Korea e analisados pelo ministério sul-coreano. Antes, cada exportador precisava apresentar sua solicitação diretamente às autoridades chinesas. O novo processo centralizado permitirá a análise e a aprovação conjunta dos pedidos de registro.
Para alimentos em geral, excluídos os produtos pecuários, a associação espera que o prazo caia de cerca de três meses para aproximadamente 10 dias. Ela estima que os atrasos do sistema anterior gerem perdas de cerca de 370 bilhões de wones por ano. O processamento mais rápido pode antecipar a entrada no mercado chinês, embora a fonte não informe o cronograma de implementação nem quanto das perdas poderá ser evitado.
Macarrão com carne ganha acesso à China
Os dois governos também definiram condições sanitárias para o macarrão instantâneo sul-coreano com ingredientes de carne. Devido ao receio de doenças animais, esses produtos eram totalmente impedidos de entrar na China, mesmo com quantidades mínimas de carne. As exportações serão permitidas quando os fabricantes utilizarem carne de países reconhecidos pela China e cumprirem os padrões de tratamento térmico e os demais requisitos sanitários.
Segundo a associação, os fabricantes poderão exportar os mesmos produtos vendidos no mercado doméstico, sem manter fórmulas e linhas de produção específicas para a China. Isso pode aumentar a eficiência das fábricas e reduzir custos. O benefício comercial dependerá da capacidade das empresas de comprovar a origem da carne e a conformidade com as exigências chinesas de processamento.
Certificados de produtos do mar serão digitais
Coreia do Sul e China substituirão os certificados sanitários em papel para produtos do mar importados e exportados por documentos eletrônicos trocados entre sistemas governamentais conectados. A associação prevê desembaraço aduaneiro mais rápido, maior proteção contra falsificação e adulteração e economia anual de cerca de 3 bilhões de wones em despesas associadas, incluindo remessas postais internacionais.
A associação trabalhará com o ministério para orientar seus membros sobre o novo registro e as condições detalhadas para exportar macarrão. Seu presidente, Park Jin-sun, afirmou que os requisitos complexos, as restrições aos ingredientes de carne e os certificados em papel exigiam muito tempo e dinheiro das empresas. As mudanças podem beneficiar grandes fabricantes e também pequenas e médias companhias que buscam acesso mais rápido e previsível à China.