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Consumo de cerveja na Rússia cai a mínimo histórico em 2025

O consumo per capita de cerveja na Rússia caiu 17% em 2025, para um mínimo histórico de 60 litros, enquanto as vendas no varejo recuaram 16,7%, para 607,06 milhões de decalitros. O aumento dos impostos, um descompasso entre produção e demanda de quase 200 milhões de decalitros e novas restrições administrativas estão remodelando o mercado, enquanto a cerveja importada mantém uma fatia estável de 5% a 6%.

Consumo de cerveja na Rússia cai a mínimo histórico em 2025

Consumo cai a mínimo histórico

O consumo de cerveja per capita entre a população adulta da Rússia caiu para 60 litros por ano em 2025, um mínimo histórico e uma queda de 17% em relação a 2024, segundo a Forbes, citada pelo gubdaily.ru, dado confirmado pelo vc.ru. As vendas no varejo de cerveja caíram 16,7% no ano, para 607,06 milhões de decalitros, informou o vc.ru, uma das contrações anuais mais acentuadas já registradas no mercado. Sergei Iarunin, diretor da União de Participantes do Mercado de Cerveja e Bebidas Não Alcoólicas, descreveu a situação ao Life.ru como uma “ressonância destrutiva” de vários fatores que se somaram ao mesmo tempo: uma mudança geracional que afasta os mais jovens da cerveja, uma regulamentação estatal mais rígida que elevou os preços, e um aumento do consumo ilegal não contabilizado.

Produção supera a demanda

Os produtores reduziram a produção muito menos do que as vendas caíram: a produção recuou apenas 1% em 2025, para 781,14 milhões de decalitros, segundo o vc.ru. Com isso, os embarques superaram o consumo real em quase 200 milhões de decalitros — 2,6 vezes a diferença registrada em 2024, o equivalente a 17 litros de cerveja não consumida por adulto russo. Como a cerveja é perecível, a maioria dos produtores está agora com estoques cheios e risco real de perdas, segundo o vc.ru. A Forbes, citada pelo gubdaily.ru, observa que 2024 foi um ano recorde para o setor, sustentado pela saída de marcas estrangeiras e pelo encarecimento do vinho importado após o aumento de tarifas.

Impostos, regulamentação e preços

Os preços da cerveja subiram mais de 15% em 2025, ante uma inflação geral de 5,6%, informou o gubdaily.ru, citando a Forbes. O principal motor foi o imposto especial de consumo: a alíquota para cervejas com teor alcoólico entre 0,5% e 8,6% subiu 11% no início de 2025, para 30 rublos por litro, e voltou a subir 10% a partir de 1º de janeiro de 2026, para 33 rublos por litro, segundo o vc.ru. O imposto especial e o IVA já respondem por um terço do custo de produção, segundo estimativas do setor citadas pelo vc.ru. As vendas caíram mais 1,9% nos primeiros cinco meses de 2026, com queda de quase 11% no segmento de cervejas fortes (acima de 8,6% de teor alcoólico). Daniil Briman, presidente do conselho da União dos Cervejeiros Russos, chamou a combinação de carga tributária, regulamentação digital e exigências administrativas de “uma tempestade real”, afirmando que os cervejeiros estão cada vez mais se tornando especialistas em conformidade em vez de produtores de cerveja. Restrições regionais também reduziram os canais de distribuição: o número de lojas e estabelecimentos de food service com licença para álcool caiu 4,6% no ano, e as lojas especializadas em bebidas alcoólicas em cidades com mais de um milhão de habitantes diminuíram 7%, segundo o vc.ru.

Importações, substitutos e perspectivas

A fatia da cerveja importada no mercado russo se mantém estável em 5% a 6%, apesar do aumento das tarifas, segundo o vc.ru. A cerveja chinesa, apoiada por subsídios à exportação do governo de Pequim, vem ganhando espaço visível dentro desse volume, enquanto os fornecimentos da Bielorrússia, Armênia e Cazaquistão permanecem significativos. A cerveja da Alemanha, República Tcheca e Bélgica continua chegando às prateleiras russas por canais dentro da União Econômica Eurasiática que contornam as tarifas mais altas, segundo o vc.ru. As vendas de alambiques em marketplaces subiram 48% em unidades entre janeiro e abril de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de sidra cresceu 27,8% e a de hidromel, 11,1%, informou o vc.ru. A Agência Nacional de Classificação de Risco prevê que a diferença entre embarques e consumo permaneça perto de 173 milhões de decalitros em 2026, com queda adicional de 3% a 5% na produção e nas vendas do setor. Um novo padrão estatal (GOST), que entra em vigor em 2027 e exigirá teor mínimo de malte de 80% na cerveja, deve elevar ainda mais os custos de produção. Iarunin declarou ao Life.ru que o mercado pode caminhar para a premiumização, com a receita se mantendo mais estável mesmo com a queda nos volumes de venda.

Análise completa do mercado

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