← Voltar às notícias

China suspende restrições às exportações de combustíveis para refinarias estatais e uma privada

A China eliminou as restrições às exportações de combustíveis refinados, permitindo que refinarias estatais e uma privada, controlada majoritariamente pela Rongsheng Petrochemical, retomem os embarques ao exterior. As refinarias planejam exportar cerca de 3 milhões de toneladas de gasolina, diesel e querosene neste mês, em linha com o volume de um ano atrás.

China suspende restrições às exportações de combustíveis para refinarias estatais e uma privada

China suspende restrições às exportações de combustíveis

A China eliminou as restrições às exportações de combustíveis refinados, permitindo que as refinarias estatais retomem os embarques ao exterior neste mês e liberando uma refinaria privada para voltar ao mercado de exportação, informou o oilprice.com, citando fontes da Reuters.

Para a empresa privada, controlada majoritariamente pela Rongsheng Petrochemical, este seria o primeiro mês de exportações após uma pausa de quatro meses. Segundo a reportagem, as refinarias estatais tiveram permissão para vender combustível ao exterior mesmo com as restrições em vigor. A reabertura dos dois canais amplia a oferta de produtos refinados chineses para o conjunto do mercado asiático.

Volumes de exportação se recuperam

Após a remoção das restrições, as refinarias chinesas planejam embarcar cerca de 3 milhões de toneladas de gasolina, diesel e querosene neste mês, disseram as fontes da Reuters. Esses três combustíveis são o núcleo da pauta de exportação de produtos da China, e o total estimado está em linha com as exportações do país de um ano atrás, revertendo na prática a queda registrada durante o congelamento.

A escala representa um forte salto em relação a junho. Relatos anteriores indicavam que a China permitiria que as refinarias estatais exportassem 800.000 toneladas, ante um total estimado de cerca de 600.000 toneladas de fato embarcadas em junho. Ainda não está claro se a remoção das restrições se estenderá a agosto.

Por que as exportações foram congeladas

As restrições remontam ao recente conflito no Oriente Médio. Dias após o início dos combates, que levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, Pequim proibiu todas as exportações de combustível diante de um agravamento na escassez de oferta, poupando apenas alguns volumes destinados a certos países do Sudeste Asiático.

Na ocasião, a China orientou as empresas de energia a suspender novos contratos de exportação e a tentar cancelar embarques já acertados, enquanto os mercados globais de combustível se apertavam. O Estreito de Ormuz é um dos maiores pontos de estrangulamento de petróleo e combustível do mundo, e a interrupção praticamente paralisou o tráfego que passa por ele.

Um colchão interno

Já em abril a China havia flexibilizado as restrições à exportação à medida que os estoques internos de combustível subiam, reduzindo a preocupação com a segurança de abastecimento do mercado doméstico. Esse colchão apoiava-se em parte nos estoques recordes de petróleo bruto do país, estimados em mais de um bilhão de barris no início da guerra no Oriente Médio.

Para os importadores de produtos refinados chineses em toda a Ásia, o retorno da oferta estatal e privada aponta para maior disponibilidade de gasolina, diesel e querosene nas próximas semanas. A permanência desses barris adicionais dependerá da decisão de Pequim para agosto, que não estava confirmada no momento da reportagem.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.