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China multiplica por 3,5 as importações de trigo russo no primeiro semestre de 2026

A China importou $8,7 milhões em trigo russo entre janeiro e junho de 2026, 3,5 vezes o valor registrado um ano antes. As compras de cevada duplicaram para $84,5 milhões e as de milho cresceram 1,4 vez, para $70 milhões.

China multiplica por 3,5 as importações de trigo russo no primeiro semestre de 2026

Compras de trigo recuperam a partir de uma base baixa

A China importou $8,7 milhões em trigo russo no primeiro semestre de 2026, 3,5 vezes os $2,5 milhões registrados no mesmo período de 2025, informou a Interfax, com base em dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

As compras de junho chegaram a $1,5 milhão, ante a ausência de importações de trigo russo em junho de 2025. O valor mensal também superou os $1,2 milhão de maio. Janeiro continuou sendo o melhor mês de 2026, com embarques avaliados em $5,3 milhões.

O crescimento ainda não alterou de forma relevante a posição da Rússia entre os fornecedores de trigo da China. O país asiático comprou trigo de oito países entre janeiro e junho, e a Rússia permaneceu na quinta colocação. O Canadá liderou com $415,6 milhões, seguido pela Austrália com $258,5 milhões e pelos Estados Unidos com $98,1 milhões. Os Estados Unidos tiraram o terceiro lugar da Argentina, que forneceu $95,3 milhões.

A comparação também evidencia a volatilidade recente do comércio. Em todo o ano de 2025, a China importou $13,8 milhões em trigo russo, valor 6,3 vezes menor que os $87,3 milhões de 2024. A recuperação do primeiro semestre ocorre, portanto, após uma forte contração anual e continua pequena diante das compras feitas aos principais fornecedores.

Cevada e milho geram maior valor comercial

Os embarques russos de cevada para a China duplicaram entre janeiro e junho, de $42,5 milhões para $84,5 milhões. Junho respondeu por $14,6 milhões, muito acima dos $743.600 registrados no mesmo mês de 2025.

A Rússia, porém, caiu da terceira para a quarta posição entre os sete fornecedores de cevada da China depois de ser ultrapassada pela Argentina, com vendas de $91,2 milhões. A Austrália manteve a liderança com $1,6 bilhão, enquanto o Canadá forneceu $326,62 milhões. O avanço semestral também veio após uma queda das vendas russas de cevada, de $177,1 milhões em 2024 para $111,2 milhões em 2025.

O milho foi outro componente relevante do comércio bilateral de cereais. A Rússia forneceu $70 milhões em milho à China nos primeiros seis meses, 1,4 vez os $49,4 milhões registrados um ano antes. Os embarques de junho, contudo, recuaram de $19,7 milhões em junho de 2025 para $12,6 milhões.

A China comprou milho de 18 países durante o período. A Rússia manteve a segunda colocação, atrás do Brasil, cujos embarques foram avaliados em $147,9 milhões. As exportações russas de milho para a China já haviam crescido de $34,2 milhões em 2024 para $107,6 milhões em 2025.

Acesso ao mercado limita uma expansão maior

A Rússia pode fornecer atualmente à China apenas trigo de primavera e cevada de primavera. Especialistas russos do setor consideram que o trigo e a cevada de inverno têm maior potencial de exportação, e a Rússia busca autorização para colocá-los no mercado chinês. Um acesso mais amplo aumentaria a produção habilitada para exportação, embora os dados alfandegários mostrem que o trigo russo ainda enfrenta fornecedores consolidados com escala muito superior.

A aveia apresentou um quadro misto. As importações chinesas originadas na Rússia quintuplicaram em junho, de $1,3 milhão para $6,6 milhões, mas o total dos seis meses caiu de $25,1 milhões para $22,6 milhões. A China comprou aveia de quatro países, com a Austrália na liderança, em $99,5 milhões. No conjunto dos quatro cereais, os números indicam maiores vendas russas de trigo, cevada e milho no semestre, ao lado de uma queda acumulada da aveia e de um desempenho mensal irregular.

Análise completa do mercado

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