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China amplia compras de grãos russos, mas grandes fornecedores mantêm liderança

A China elevou fortemente as compras de trigo, cevada e milho russos entre janeiro e julho de 2026. A Rússia ainda está atrás de fornecedores maiores, enquanto o acesso restrito aos grãos de primavera limita seu crescimento.

China amplia compras de grãos russos, mas grandes fornecedores mantêm liderança

Compras de trigo se aproximam do total de 2025

A China importou 13 milhões de dólares em trigo russo entre janeiro e julho de 2026, 5,5 vezes os 2,5 milhões de dólares registrados no mesmo período de 2025. Os dados são da Administração Geral das Alfândegas da China e foram publicados pelo Zol.ru. O valor dos sete meses já ficou próximo dos 13,8 milhões de dólares de todo o ano de 2025.

Julho apresentou a comparação anual mais acentuada. As compras atingiram 4,3 milhões de dólares, ante 17.700 dólares em julho de 2025, e foram quase três vezes superiores aos 1,5 milhão de dólares de junho. Janeiro continua sendo o melhor mês de 2026, com 5,3 milhões de dólares.

O avanço ocorreu depois de um ano fraco e ainda não representa uma expansão contínua. Em 2025, a China importou 13,8 milhões de dólares em trigo russo, valor 6,3 vezes inferior aos 87,3 milhões de dólares de 2024. A recuperação atual, portanto, repõe apenas parte da queda anterior.

Rússia segue como fornecedora secundária de trigo e cevada

A China comprou trigo de oito países entre janeiro e julho. O Canadá liderou com 444,2 milhões de dólares, seguido pela Austrália, com 274,2 milhões, e pelos Estados Unidos, com 98,2 milhões. A Argentina forneceu 95,3 milhões de dólares e também ficou à frente da Rússia, que manteve a quinta posição apesar do crescimento acelerado.

As vendas russas de cevada para a China mais que dobraram, de 45,7 milhões de dólares um ano antes para 96,6 milhões. Em julho, subiram de 3,6 milhões de dólares em julho de 2025 para 12,1 milhões, mas recuaram diante dos 14,6 milhões de junho de 2026.

A distância competitiva na cevada também foi expressiva. A China comprou o cereal de sete países, com 1,7 bilhão de dólares fornecidos pela Austrália e 394,9 milhões pelo Canadá. A Argentina ultrapassou a Rússia com 125,6 milhões de dólares e a empurrou para a quarta posição. As exportações russas de cevada para a China haviam caído de 177,1 milhões de dólares em 2024 para 111,2 milhões em 2025.

Milho avança, mas Rússia cai para o terceiro lugar

Os embarques russos de milho para a China aumentaram 1,4 vez, para 86,8 milhões de dólares entre janeiro e julho, ante 61,8 milhões um ano antes. As vendas de julho chegaram a 16,8 milhões de dólares, acima dos 12,4 milhões de julho de 2025 e dos 12,6 milhões de junho de 2026.

A China importou milho de 19 países durante os sete meses. O Brasil liderou com 147,9 milhões de dólares, enquanto a Argentina forneceu 92,4 milhões e deslocou a Rússia para a terceira posição. O comércio russo já havia crescido fortemente em 2025, quando as exportações de milho para a China passaram de 34,2 milhões de dólares em 2024 para 107,6 milhões.

Outros grãos apresentaram resultados divergentes em julho. A RIA Novosti, citando dados alfandegários chineses, informou que as compras de aveia russa dobraram para 2,1 milhões de dólares, enquanto as importações de trigo-sarraceno caíram 1,4 vez, para 4,9 milhões.

Acesso ao mercado definirá a próxima etapa

A China permite atualmente apenas a importação de trigo e cevada russos de primavera. Especialistas russos citados nas reportagens consideram que o trigo e a cevada de inverno têm maior potencial exportador. A Rússia busca autorização para fornecer também essas culturas.

Os números de janeiro a julho mostram que os grãos russos podem ampliar rapidamente as vendas quando existe oferta autorizada, mas ainda não comprovam uma mudança duradoura nas compras chinesas. O valor do trigo russo representa uma fração dos embarques canadenses e australianos, enquanto a Austrália também domina a cevada. A autorização para as culturas de inverno ampliaria a oferta exportável; sem ela, o crescimento continuará dependente de uma parcela mais estreita da produção russa e de comparações com períodos anteriores fracos.

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