Cetarsa contrata 16,6 milhões de quilos, mais de 70% do tabaco espanhol de 2026
A Cetarsa contratou 16,6 milhões de quilos de tabaco da colheita espanhola de 2026, 6% acima da campanha anterior. O volume supera 70% da produção nacional e reforça o papel central da empresa na cadeia do tabaco da Estremadura.
Cetarsa amplia compras da colheita de 2026
A Companhia Espanhola de Tabaco em Rama, Cetarsa, contratou 16,6 milhões de quilos de tabaco da colheita de 2026, segundo a edição de Navalmoral do jornal Hoy. O volume é 6% superior ao da campanha anterior e representa mais de 70% de todo o tabaco produzido na Espanha, conferindo à empresa uma posição dominante no mercado nacional de primeira transformação.
A campanha de compra começou em meados de setembro nas instalações da Cetarsa em Talayuela. Essa etapa marca o início da receção e aquisição do tabaco previamente contratado com os produtores. Para as explorações, o volume assegura um canal de venda importante; para a Cetarsa, garante a matéria-prima necessária para classificação, transformação e fornecimento a clientes que exigem padrões internacionais de qualidade.
Estremadura continua no centro da produção espanhola
A concentração das compras reflete a geografia da cultura. A Estremadura produz aproximadamente 98% do tabaco espanhol e perto de 20% da produção europeia. A evolução da região é, portanto, relevante também para transformadores e compradores dependentes do fornecimento europeu de tabaco em rama.
O setor gera mais de 2.100 empregos diretos e contribui com cerca de 3,2% do valor acrescentado bruto agrícola da Estremadura. A Cetarsa afirmou que o aumento de 6% no volume contratado favorece a estabilidade de uma cultura que continua economicamente importante para numerosas explorações rurais. A empresa também associou a expansão à renovação geracional, defendendo que o apoio aos agricultores jovens é necessário para preservar tanto o cultivo como a primeira transformação na região.
A posição da folha determina preços e manuseamento
Como em campanhas anteriores, os produtores entregam o tabaco de acordo com a posição das folhas na planta. Esse critério é utilizado para classificar a colheita e aplicar os diferentes escalões de preços estabelecidos. O método afeta tanto o valor recebido pelos produtores como a organização do tabaco que entra nas instalações da Cetarsa.
A Cetarsa declarou que o seu sistema operacional procura otimizar a receção, acelerar as operações e reduzir o tempo de espera. A cooperação dos produtores torna-se especialmente importante quando um único comprador recebe mais de 70% da produção nacional durante uma janela sazonal. O presidente da empresa, Juan Andrés Tovar, afirmou que o aumento demonstra confiança no futuro do setor e apoio a uma nova geração de agricultores. O diretor-geral, Ricardo Miranda, destacou que a qualidade do tabaco da Estremadura começa nas explorações e permite oferecer um produto conforme às exigências do mercado internacional. O maior volume contratado melhora a visibilidade da procura para os produtores, mas também evidencia a dependência da cadeia espanhola em relação à capacidade de compra, às regras de classificação e à logística de receção de uma única empresa.