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Cazaquistão reduz em 1 milhão de toneladas a previsão de demanda de carvão com avanço da gaseificação

O Cazaquistão prevê que residências e serviços municipais precisarão de 7,3 milhões de toneladas de carvão na próxima temporada de aquecimento, ante 8,3 milhões de toneladas consumidas na anterior. O Ministério da Energia atribui a queda principalmente à gaseificação regional e à substituição gradual do carvão pelo gás no aquecimento.

Cazaquistão reduz em 1 milhão de toneladas a previsão de demanda de carvão com avanço da gaseificação

Necessidade sazonal cai para 7,3 milhões de toneladas

O Cazaquistão reduziu para 7,3 milhões de toneladas a estimativa de carvão necessário às residências e ao setor municipal e de serviços públicos na próxima temporada de aquecimento. O volume é aproximadamente 1 milhão de toneladas menor que os 8,3 milhões de toneladas efetivamente consumidos por esses grupos na temporada anterior, segundo relato da Kapital.kz sobre uma reunião do governo.

De acordo com o Ministério da Energia, 5,7 milhões de toneladas serão destinadas diretamente às residências e outras 1,6 milhão de toneladas ao setor municipal e de serviços públicos. As famílias representam, portanto, a maior parte do mercado planejado, mantendo a confiabilidade da distribuição varejista como prioridade durante a alta sazonal da procura por aquecimento.

O ministério associou a redução à implementação do Plano Geral de Gaseificação do país até 2035. A expansão da infraestrutura de gás permite que consumidores nas regiões substituam gradualmente o carvão pelo aquecimento a gás, diminuindo o uso de combustível sólido em residências e serviços públicos.

Governo exige maior controle sobre a distribuição

O primeiro-ministro Olzhas Bektenov determinou maior transparência em toda a cadeia do carvão, desde a extração e o despacho até a venda às famílias. Autoridades e participantes do mercado deverão impedir interrupções de abastecimento, aumentos injustificados de preços e picos artificiais de procura em regiões específicas.

Os operadores também deverão organizar suas atividades por meio da plataforma digital existente para o fornecimento de carvão. Para produtores, atacadistas e distribuidores regionais, a redução da necessidade nacional não elimina o risco de escassez local. O consumo é geograficamente desigual, e falhas nas entregas podem apertar um mercado específico mesmo quando a oferta agregada é suficiente.

A determinação sucede uma análise do mercado atacadista primário de carvão em 2024–2025 pela Agência de Proteção e Desenvolvimento da Concorrência. Segundo a Kapital.kz, o órgão identificou alta concentração, uma estrutura oligopolista inalterada e aumento de preços de 30–45%. Os resultados ampliam o foco sobre a concorrência no atacado e a circulação do carvão por intermediários antes da temporada de aquecimento.

Queda residencial contrasta com investimento em geração

A menor demanda das residências e dos serviços municipais não significa uma retirada ampla do carvão do sistema energético cazaque. Um projeto nacional para desenvolver a geração elétrica a carvão foi aprovado em março de 2026. A construção de novas usinas e a modernização das instalações existentes exigirão 7,5 trilhões de tenge em investimentos.

O presidente Kassym-Jomart Tokayev afirmou que o Cazaquistão possui cerca de 33 bilhões de toneladas de reservas de carvão e determinou que o desenvolvimento da geração a carvão recebesse status de projeto nacional. A Kapital.kz também informou que o país ocupa o 10.º lugar mundial em reservas, suficientes para mais de 300 anos no atual ritmo de extração.

As duas políticas atendem a mercados diferentes. A gaseificação reduz a queima direta de carvão por famílias e usuários municipais, enquanto o programa de geração sustenta seu uso em usinas centralizadas. Produtores e empresas de logística terão de distinguir entre um segmento varejista sazonal em retração e uma possível procura de longo prazo pelas centrais elétricas.

A localização da demanda ganha importância

A queda de 1 milhão de toneladas reduz a meta agregada dos fornecedores, mas o planejamento dependerá cada vez mais de onde o gás já substituiu o carvão e de onde os consumidores ainda dependem do combustível sólido. As 5,7 milhões de toneladas previstas para as residências continuam sendo uma grande operação logística, envolvendo despachos das minas, transporte, estoques regionais e vendas finais antes e durante o frio.

Para o governo, o teste imediato será saber se o sistema digital oferece visibilidade suficiente para evitar escassez local e compras especulativas. Para as empresas de carvão, a queda do consumo residencial exige alinhar com maior precisão a produção e os embarques à demanda regional confirmada, enquanto o investimento na geração elétrica poderá alterar gradualmente a composição de sua base de clientes.

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