Café sobe mais de 20% na Polónia, mas procura mantém-se
Os preços do café na Polónia aumentaram mais de um quinto num ano, sem afastar os consumidores. O café em grão ganha espaço ao moído, enquanto os mais jovens mostram maior preferência pelo café extraído a frio.
Consumidores absorvem uma subida superior a um quinto
Os preços do café na Polónia subiram mais de 20% durante o último ano, mas o aumento não afastou os consumidores. O Puls Biznesu informa que os polacos consideram o café um produto de primeira necessidade e continuam dispostos a gastar mais nele. O mercado revela assim resistência, apesar da forte subida dos preços praticados pelos torrefatores.
Para as empresas de café, é relevante que a inflação não tenha provocado um recuo comparável da categoria. Os consumidores podem rever marcas, formatos ou métodos de preparação, mas o café continua firmemente integrado nas despesas quotidianas. Isso sustenta as receitas de produtores, torrefatores e retalhistas, ao mesmo tempo que aumenta a importância do posicionamento e da qualidade percebida.
Café em grão avança sobre o moído
A composição da procura polaca está a mudar. O café em grão ganha terreno, enquanto o moído perde quota. O movimento indica que mais consumidores querem controlar a preparação e aceitam comprar um formato que permite moer o café imediatamente antes de o preparar. Também torna mais clara a diferença entre produtos que concorrem sobretudo pela conveniência e aqueles promovidos pela frescura, origem ou experiência de preparação.
Para os torrefatores, a preferência pelo grão pode influenciar embalagens, gamas e relações com o retalho. Os vendedores precisam de decidir quanto espaço atribuem a cada formato nas prateleiras, uma vez que seguem trajetórias diferentes. Os fornecedores de moinhos e máquinas capazes de processar grãos também podem beneficiar indiretamente. O material disponível não apresenta quotas de mercado, pelo que não é possível quantificar a dimensão da mudança, embora a direção seja clara.
Consumidores jovens aderem à extração a frio
Outra mudança surge entre os consumidores mais jovens, que escolhem cada vez mais café extraído a frio. O formato amplia o consumo para além da bebida quente tradicional e oferece às empresas uma via adicional para chegar aos clientes. Também pode criar novas ocasiões de consumo, sobretudo entre compradores que preferem bebidas frias.
A combinação de preços mais altos e preferências em mudança traz proteção e concorrência aos participantes do mercado. A procura permanece suficientemente forte para absorver uma subida anual superior a um quinto, mas as escolhas não estão paradas: o grão avança, o moído recua e a extração a frio atrai os jovens. Torrefatores e retalhistas muito dependentes do café moído convencional enfrentam pressão para adaptar os seus sortidos. Os fornecedores posicionados no grão e nos formatos frios dispõem de uma via de crescimento mais clara. O mercado polaco não se limita a aceitar café mais caro; está também a mudar o tipo de café escolhido e a forma de o preparar.