Exportações de cacau da Bolívia alcançam 11 milhões de dólares em 2025, com a Europa na liderança
A Bolívia exportou cacau e derivados por 11 milhões de dólares em 2025, com 1.040 toneladas enviadas a 16 mercados, segundo o IBCE. A Alemanha foi o principal destino, com 45,2% das vendas, confirmando a Europa como mercado dominante, apesar da queda ante o recorde de 2024.
Exportações de cacau da Bolívia alcançam 11 milhões de dólares em 2025
A Bolívia exportou cacau e seus derivados por um valor de 11 milhões de dólares em 2025, com um volume de 1.040 toneladas enviadas a 16 mercados internacionais, segundo um boletim do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE) citado pelo agrositio.com.ar. Os números confirmam a Europa como o principal destino do cacau boliviano. Embora o total anual tenha ficado abaixo do recorde do ano anterior, manteve-se confortavelmente acima dos níveis registrados antes de 2024, sustentando a trajetória de alta da Bolívia como origem de especialidade.
A Alemanha lidera um mercado dominado pela Europa
A Alemanha consolidou sua posição como principal destino, concentrando 45,2% das vendas externas do setor. Seguiram-se a Bélgica, com 15,9%, a Itália, com 9,9%, a França, com 9,6%, e a Suíça, com 6%. Juntos, esses cinco compradores europeus absorveram a grande maioria dos embarques bolivianos, o que evidencia a estreita ligação do comércio com a demanda das indústrias de chocolate e confeitaria da região. Essa concentração também expõe os exportadores bolivianos a variações em um conjunto reduzido de mercados de destino.
As amêndoas cruas dominam a oferta exportável
Por produto, o cacau em grão inteiro e cru representou 53,3% das vendas ao exterior. A manteiga de cacau com índice de acidez inferior ou igual a 1% respondeu por 28,9%, enquanto o cacau em pó sem adição de açúcar ou outros edulcorantes somou 6%. O IBCE destaca que a maior parte dos embarques ainda sai do país como grão, o que reflete o desafio persistente do setor de aumentar a industrialização e o valor agregado antes da exportação. Para os importadores, essa composição significa que a Bolívia fornece matéria-prima para moagem, e não produtos acabados de cacau.
Abaixo do recorde de 2024, mas acima da tendência de longo prazo
Segundo o IBCE, as exportações de 2025 ficaram abaixo do desempenho alcançado em 2024, embora o setor permaneça acima dos níveis registrados antes daquele ano. Em 2024, a Bolívia atingiu um recorde histórico ao exportar 2.319 toneladas de cacau e derivados por 14 milhões de dólares, impulsionada pelo aumento dos volumes comercializados e pela alta das cotações internacionais. A queda de 2025 em volume e valor aponta para embarques mais fracos após esse pico.
No longo prazo, a evolução ainda mostra expansão gradual. Em 2016, as exportações mal chegavam a 369 toneladas por um valor de 2 milhões de dólares, o que evidencia o crescimento paulatino da presença do cacau boliviano nos mercados globais na última década. Enquanto a Europa continuar absorvendo o grosso da oferta e a maior parte do volume seguir como grão, o próximo passo do setor depende de embarcar mais manteiga e pó para elevar a receita acima dos preços da matéria-prima.