Azerbaijão quer suprir toda a demanda por semente de trigo e cevada até 2030
O Azerbaijão pretende elevar para 100% a cobertura doméstica de semente de trigo e cevada até 2030, ante o nível geral atual de 54%. O programa combina expansão da produção local com controles mais rigorosos de campo, solo e laboratório.
Cobertura doméstica deverá chegar a 100%
O Azerbaijão pretende atender integralmente à demanda por semente de trigo e cevada com oferta doméstica até 2030. Atualmente, a cobertura geral com sementes locais está em 54%. Taleh Zeynalov, vice-presidente da Agência de Serviços Agrários, apresentou a meta em uma coletiva de imprensa sobre as novas leis de produção de sementes e pesca, segundo a Trend, citada pelo Day.Az.
A meta faz parte de um programa estatal de cinco anos aprovado pelo presidente Ilham Aliyev. Zeynalov classificou o atual nível de 54% como baixo e afirmou que todas as medidas previstas terão de ser executadas para alcançar, pelo menos em trigo e cevada, a cobertura integral dentro do prazo estabelecido.
O anúncio define uma direção clara para o setor de sementes do país: ampliar a oferta de material de plantio produzido localmente para dois cereais básicos e reduzir a parcela atendida por outras fontes. A publicação não informou índices separados para trigo e cevada, metas de volume de produção ou uma estimativa do investimento necessário.
Nova lei coloca o controle de qualidade no centro
A nova Lei de Produção de Sementes busca aumentar a oferta de sementes produtivas e de qualidade e reforçar a segurança alimentar. Zeynalov classificou a semente como produto estratégico porque ela está no início do ciclo agrícola e influencia o volume final colhido.
A fiscalização da qualidade já inclui controles de campo e solo, coleta periódica de amostras e análises laboratoriais. O Conselho de Ministros e o Ministério da Agricultura foram encarregados de preparar as normas de implementação da nova lei. As regras deverão definir o trabalho exigido durante a produção e os mecanismos para inspeções de campo e solo e testes de laboratório.
Zeynalov afirmou que os procedimentos serão alinhados às práticas internacionais e às normas internacionais pertinentes. O objetivo declarado é fazer com que a semente produzida no país chegue ao agricultor com a qualidade necessária e contribua para a segurança alimentar. Para produtores de sementes e laboratórios, a regulamentação estabelecerá as exigências operacionais e de conformidade por trás da meta de 2030.
Qualidade da semente é apenas parte da equação de produtividade
A agência associou sementes melhores ao aumento da produtividade agrícola, mas ressaltou que o material de plantio não determina sozinho o rendimento. Preparo adequado do solo, manejo agronômico, irrigação no momento certo e condições climáticas favoráveis também afetam diretamente o resultado.
Segundo Zeynalov, o agricultor que inicia a produção sem semente de qualidade perde desde o começo parte do rendimento potencial, e as intervenções posteriores podem não ser suficientes para atingir o resultado máximo. Certificação e distribuição confiáveis são, portanto, relevantes tanto para as empresas de sementes quanto para os produtores de grãos que escolhem seus insumos.
Passar de uma cobertura local geral de 54% para o atendimento doméstico integral das duas culturas exigirá produção contínua de variedades que cumpram as necessidades de qualidade dos agricultores. A eficácia da política dependerá de as próximas regras criarem padrões consistentes, testes confiáveis e acesso regular a sementes certificadas. A fonte não especificou o ritmo de avanço ao longo dos cinco anos nem possíveis medidas de apoio a melhoristas, multiplicadores ou agricultores.