Austrália lidera mercado global de exportação de cevada de US$ 8,87 bilhões
As exportações mundiais de cevada somaram US$ 8,87 bilhões em 2025, com a Austrália respondendo por 24,6% do mercado. O volume caiu para 37,8 milhões de toneladas, enquanto China, Arábia Saudita e Irã registraram grandes déficits comerciais.
Austrália concentra quase um quarto do valor exportado
As exportações mundiais de cevada movimentaram US$ 8,87 bilhões em 2025, segundo dados da World’s Top Exports. O valor ficou 0,3% abaixo dos US$ 8,9 bilhões de 2024 e 17,3% abaixo dos US$ 10,7 bilhões de 2021. A cevada é importante para a alimentação animal e para aplicações alimentícias e industriais, o que torna as mudanças na oferta relevantes para fabricantes de ração, cervejarias, tradings de grãos e países importadores.
A Austrália foi a maior exportadora, com embarques de US$ 2.183.852.000 e participação de 24,6% no valor mundial. A França ficou em segundo lugar, com US$ 1.440.680.000 e 16,2%, seguida pela Argentina, com US$ 762.842.000, Alemanha, com US$ 717.043.000, e Romênia, com US$ 627.978.000. Os cinco fornecedores concentraram 64,6% do mercado. Os 15 maiores exportadores responderam por 92,5%, evidenciando a concentração da oferta negociada internacionalmente.
Volume recua enquanto preço médio avança
O volume global exportado caiu para 37,8 milhões de toneladas em 2025, retração de 1,9% ante os 38,6 milhões de toneladas de 2024 e de 12,9% ante os 43,4 milhões de toneladas de 2021. A Austrália também liderou em volume, com 9.007.969 toneladas. A França exportou 6.275.617 toneladas; a Argentina, 3.350.978; a Alemanha, 3.284.558; e a Romênia, 2.884.560.
O preço médio global de exportação subiu 1,3% em um ano, para US$ 234 por tonelada, mas permaneceu 5,3% abaixo dos US$ 247 registrados em 2021. A média australiana foi de US$ 242 por tonelada, contra US$ 230 da França e US$ 228 da Argentina. Entre os grandes exportadores analisados, o Cazaquistão teve o menor valor, de US$ 184 por tonelada, e a Dinamarca o maior, de US$ 265. Austrália, Canadá, Turquia, Ucrânia, Reino Unido e Dinamarca venderam acima da média mundial.
Europa domina a oferta e mercados deficitários dependem de importações
A Europa exportou US$ 4,63 bilhões em cevada, equivalentes a 52,2% do total mundial. A Oceania ficou em segundo lugar, com 24,6%, impulsionada principalmente pela Austrália. A América Latina e o Caribe responderam por 9,1%; a América do Norte, por 7,3%; a Ásia, por 6,6%; e a África, por 0,2%. Entre os grandes fornecedores, a Turquia registrou o maior crescimento anual do valor exportado, de 165,8%. A Austrália avançou 32,7%, enquanto Ucrânia e Rússia recuaram 62,9% e 62,2%, respectivamente.
A Austrália também apresentou o maior superávit comercial líquido de cevada, de US$ 2,2 bilhões, seguida pela França, com US$ 1,4 bilhão, e pela Argentina, com US$ 762,8 milhões. A China teve o maior déficit líquido, de US$ 2,7 bilhões, apesar da redução anual de 29,1%. A Arábia Saudita veio depois, com déficit de US$ 1,1 bilhão. O Irã ficou em quinto lugar, com US$ 321,2 milhões, alta de 181,2% ante 2024. Esses déficits mostram quais mercados estão mais expostos à disponibilidade para exportação, ao frete e aos preços dos fornecedores. A concentração da oferta também amplia o impacto das safras da Austrália e da Europa sobre o comércio mundial.