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Preço do arroz vietnamita segue firme e Filipinas avaliam reforma das cotas

Os preços do arroz no delta do Mekong permaneceram estáveis em patamares elevados, enquanto as ofertas vietnamitas para exportação continuaram acima das indianas e paquistanesas. Após importações recordes de 2,75 milhões de toneladas no primeiro semestre, as Filipinas avaliam vincular o direito de importar a investimentos em moinhos, secagem e processamento.

Preço do arroz vietnamita segue firme e Filipinas avaliam reforma das cotas

Preços estáveis no delta do Mekong

O mercado doméstico de arroz do Vietnã permaneceu estável em 27 de julho, com pouca variação na maioria dos preços do delta do Mekong em relação ao fim de semana anterior, segundo o Vietnambiz. A firmeza atingiu arroz bruto, arroz em casca e subprodutos do processamento, enquanto as cotações de exportação também mantiveram seus níveis.

O arroz bruto IR 504 foi negociado entre 9.500 e 9.600 dongs por quilograma, enquanto o CL 555 ficou em 9.700-9.800 dongs. O arroz quebrado aromático permaneceu em 8.400-8.500 dongs por quilograma, e o farelo de arroz, em 7.950-8.100 dongs.

Dados do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente da província de An Giang indicaram o arroz em casca fresco Dai Thom 8 a 6.850-7.000 dongs por quilograma e o OM 18 a 6.800-7.000 dongs. O OM 5451 foi comprado por 6.200-6.400 dongs, o OM 34 por 6.100-6.300 dongs e o IR 50404 por 6.000-6.200 dongs por quilograma.

Vietnã mantém prêmio nas ofertas de exportação

A Associação de Alimentos do Vietnã cotou o arroz jasmim vietnamita entre 546 e 550 dólares por tonelada. O arroz aromático com 5% de quebrados ficou em 500-510 dólares por tonelada, enquanto o arroz branco com 5% de quebrados foi oferecido a 426-430 dólares.

Os preços regionais comparáveis mostraram grande dispersão. O arroz branco tailandês com 5% de quebrados foi negociado entre 447 e 451 dólares por tonelada, o maior valor para essa categoria entre os principais exportadores. A Índia ofereceu arroz branco e parboilizado com 5% de quebrados a 362-366 dólares, enquanto o produto branco do Paquistão permaneceu em 410-414 dólares por tonelada. O arroz branco vietnamita, portanto, manteve prêmio sobre as ofertas indianas e paquistanesas, mas ficou abaixo da faixa tailandesa.

Filipinas avaliam novas exigências para importadores

Nesse contexto de preços, o Departamento de Agricultura das Filipinas avalia vincular o volume autorizado para cada empresa ao investimento feito na indústria doméstica de arroz, informou o Vietnambiz, citando o Manila Bulletin. O secretário de Agricultura, Francisco Tiu Laurel, afirmou que o direito de importar poderá ser limitado a empresas que tenham investido em moinhos, sistemas de secagem ou linhas completas de processamento.

As empresas também teriam de demonstrar capacidade para comprar e processar arroz em casca produzido no país. Tiu Laurel estimou que cerca de 80% dos atuais importadores se concentram apenas na importação e não investiram em instalações de processamento. O departamento pretende incluir a regra no projeto de Lei de Fortalecimento da Indústria do Arroz e dos Consumidores, ainda em análise no Congresso filipino. Se o cronograma for cumprido, ela será incorporada antes da publicação das normas de implementação em 2028.

A política busca aproximar os interesses dos importadores dos interesses de agricultores e processadores. Empresas com ativos locais e compras regulares de arroz em casca doméstico teriam menos incentivo para importar grandes volumes de produto barato que prejudicassem seus próprios investimentos. Mesmo assim, os comerciantes filipinos continuam buscando arroz no exterior porque o forte consumo supera a produção nacional.

Importações recordes ampliam possibilidade de salvaguardas

Dados do Escritório da Indústria Vegetal das Filipinas mostraram que as importações atingiram o recorde de 2,75 milhões de toneladas entre janeiro e junho, alta de 20% ante 2,29 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. A possível ocorrência do El Niño e os efeitos da crise no Oriente Médio aumentam a pressão sobre as perspectivas de produção.

Tiu Laurel já havia pedido às empresas que limitassem as importações de arroz com 5% de quebrados e priorizassem variedades de maior qualidade. O Departamento de Agricultura aguarda uma investigação da Comissão de Tarifas para determinar se salvaguardas formais são necessárias. Caso considere a medida justificada, a comissão poderá recomendar uma tarifa de salvaguarda específica. Os documentos do departamento que embasam a investigação também mantêm aberta a possibilidade de elevar as tarifas de algumas categorias de arroz em pelo menos 13 pontos percentuais sobre a alíquota atual de 15%.

Análise completa do mercado

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