Arroz vietnamita de exportação atinge máxima de 19 meses
Os preços de exportação do arroz vietnamita atingiram em julho o maior nível em 19 meses, após atrasos na colheita antecipada de verão-outono e menor produção restringirem a oferta. Dados da FAO mostram altas nas variedades vietnamitas com 5% e 25% de quebrados, enquanto a Índia mantém as menores ofertas da região.
Oferta menor sustenta os preços vietnamitas
Os preços de exportação do arroz vietnamita subiram em julho ao maior nível em 19 meses. O mercado foi sustentado pela redução da oferta após atrasos na colheita antecipada de verão-outono e uma queda na produção. Segundo dados da FAO publicados pelo Vietnambiz, o arroz vietnamita com 5% de quebrados teve média de 425,3 dólares por tonelada, ante 412,3 dólares em junho. O arroz aromático com 5% de quebrados avançou de 494,1 para 507,1 dólares por tonelada.
O arroz vietnamita com 25% de quebrados também subiu, alcançando 389,1 dólares por tonelada em julho, contra 384,5 dólares em junho. A incerteza sobre a concessão de licenças de importação nas Filipinas afetou o sentimento nos mercados vietnamitas de arroz Indica e aromático. De acordo com o Vietnambiz, autoridades filipinas incentivavam os operadores a trocar parte das compras de arroz com 5% de quebrados pela categoria com 25%.
Índia mantém as ofertas mais baixas
As cotações atuais da Associação de Alimentos do Vietnã colocam o arroz branco vietnamita com 5% de quebrados em 434-438 dólares por tonelada, o Jasmine em 541-545 dólares e o aromático com 5% de quebrados em 500-510 dólares. O arroz branco comparável era oferecido a 450-454 dólares na Tailândia, o maior nível entre os fornecedores asiáticos listados, e a 399-403 dólares no Paquistão. A Índia continuava mais competitiva, com arroz branco a 5% em 361-365 dólares e arroz parboilizado a 5% em 366-370 dólares por tonelada.
As médias de julho da FAO mostram movimentos divergentes na região. O arroz parboilizado tailandês 100% caiu de 506,7 dólares em junho para 478,4 dólares por tonelada. O Thai A1 Super recuou de 426,7 para 408 dólares, enquanto o arroz tailandês com 25% de quebrados baixou de 479 para 452,8 dólares. A demanda fraca e a desvalorização do baht reverteram parte dos ganhos registrados em junho.
Na Índia, várias categorias non-Basmati ficaram mais caras devido às vendas fortes para compradores africanos, sobretudo de arroz parboilizado, apesar da fraqueza da rupia. O non-Basmati com 25% de quebrados subiu de 329,6 para 340,8 dólares por tonelada, e a categoria com 5% avançou de 347,1 para 357,9 dólares. O parboilizado com 5% de quebrados aumentou de 338,6 para 356,9 dólares. O Pusa Basmati permaneceu em 1.050 dólares por tonelada pelo quarto mês consecutivo.
Índice global fica estável, mas supera o ano anterior
O índice global de preços do arroz da FAO registrou média de 108,4 pontos em julho, praticamente estável diante de junho, mas 4,7% acima do mesmo mês do ano anterior. O índice do Indica, a categoria de arroz mais negociada no mundo, subiu 0,6%. Os índices do Japonica e do arroz glutinoso caíram 1,4% e 4,4%, respectivamente, enquanto o do arroz aromático recuou 0,6%.
Em outros mercados, o arroz paquistanês com 5% de quebrados subiu de 393,5 para 409,3 dólares por tonelada, enquanto o Basmati caiu de 1.140 para 1.132,4 dólares. Pesquisas da FAO também confirmaram que a área de arroz de grão longo nos Estados Unidos recuou ao menor nível em décadas, direcionando a atenção para a produtividade e a qualidade da colheita 2026-2027. Na América do Sul, os preços brasileiros subiram ligeiramente e os uruguaios recuaram, contribuindo para uma alta na Argentina. No delta vietnamita do Mekong, as mudanças internas foram modestas: o arroz em bruto IR 50404 ganhou 50 dongs, para 9.800-9.850 dongs por quilograma, enquanto o farelo caiu 50 dongs, para 7.450-7.600 dongs.