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Arroz de exportação sobe com interrupções no mar Vermelho e em Ormuz

Os preços do arroz branco com 5% de quebrados subiram no Vietnã, na Tailândia e na Índia, enquanto a referência do Paquistão ficou estável. Exportadores indianos enfrentam fretes e seguros mais caros, com cerca de 500.000 toneladas retidas em Kandla e Mundra.

Arroz de exportação sobe com interrupções no mar Vermelho e em Ormuz

Cotações asiáticas de exportação avançam

Os preços de exportação do arroz registraram altas moderadas em 25 de julho em várias das principais origens asiáticas. As interrupções no mar Vermelho e nas proximidades do estreito de Ormuz aumentaram a incerteza na logística de grãos. A Vietnambiz, citando a Associação de Alimentos do Vietnã, informou que o arroz branco vietnamita com 5% de quebrados subiu 2 $ por tonelada em relação ao dia anterior, para 426-430 $ por tonelada. O arroz Jasmine permaneceu em 546-550 $ por tonelada e o aromático com 5% de quebrados, em 500-510 $.

O arroz branco tailandês com 5% de quebrados também ganhou 2 $, alcançando 447-451 $ por tonelada. Na Índia, o movimento foi maior: o produto equivalente avançou 8 $, para 362-366 $ por tonelada. O arroz parboilizado com 5% de quebrados ficou na mesma faixa de 362-366 $ após subir 2 $. A cotação do Paquistão permaneceu estável em 410-414 $ por tonelada.

Cargas indianas sofrem atrasos e custos maiores

A alta ocorreu enquanto exportadores indianos alertavam para problemas simultâneos de segurança em dois corredores marítimos fundamentais. Segundo o Financial Express, as ameaças no mar Vermelho prejudicavam a passagem de cargas por Bab el-Mandeb, enquanto a incerteza prolongada em torno de Ormuz afetava os embarques indianos de arroz para a Arábia Saudita, o Irã e a União Europeia.

Ranjit Singh Jossan, vice-presidente da Associação de Beneficiadores e Exportadores de Arroz Basmati de Punjab, classificou a interrupção simultânea das duas rotas como um desafio sem precedentes. Ele afirmou que o conflito no Oriente Médio levou o frete marítimo a níveis recordes e elevou os custos de seguro. As cargas atrasadas também imobilizam capital de giro e pressionam financeiramente as exportadoras. Fontes comerciais disseram que cerca de 500.000 toneladas de arroz, incluindo basmati, continuavam retidas nos portos de Kandla e Mundra, no estado de Gujarat, após meses de incerteza ligada a Ormuz.

Suraj Agarwal, cofundador e diretor-executivo da exportadora Rice Villa, sediada em Calcutá, disse que o congestionamento no mar Vermelho obrigava os navios a seguir rotas mais longas. Isso eleva o custo do transporte e amplia o prazo de entrega, podendo tornar o arroz indiano mais caro para compradores do Oriente Médio e da Europa. Bab el-Mandeb liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e dá acesso ao canal de Suez, sendo uma rota essencial entre Ásia, Europa e África.

Comércio cresce apesar da pressão logística

Ainda assim, as exportações indianas de arroz cresceram mais de 4% em relação ao ano anterior, para 3,03 bilhões de $, entre abril e junho do ano fiscal de 2026-2027, segundo a reportagem. Somente em junho, os embarques superaram 1 bilhão de $, alta de 16%, depois que o alívio temporário das tensões no Oriente Médio permitiu recuperar parte da cadeia de abastecimento de basmati para o Irã, a Arábia Saudita e outros mercados do Golfo. No ano fiscal de 2025-2026, o valor das exportações indianas de arroz basmati e não basmati havia caído 7,5%, para 11,53 bilhões de $.

A Índia é o maior exportador mundial de arroz há mais de uma década e responde por cerca de 45% do comércio global. O país vende arroz basmati e não basmati para mais de 140 países e concorre com Paquistão e Tailândia em diversos mercados. A Arábia Saudita é o maior destino do basmati indiano, com cerca de 1,2 milhão de toneladas por ano, enquanto o Irã importou quase 800.000 toneladas no último ano fiscal. Esses volumes deixam vendedores e compradores particularmente expostos a interrupções nas rotas do mar Vermelho e do Golfo.

O mercado doméstico vietnamita apresentou comportamento misto. O arroz em bruto IR 504 ficou estável em 9.500-9.600 dongs por quilograma e o CL 555, em 9.700-9.800 dongs. Em An Giang, o arroz em casca fresco foi negociado principalmente entre 6.000 e 7.000 dongs por quilograma, conforme a variedade. Os preços do arroz e do farelo recuaram ligeiramente ou permaneceram estáveis. A estabilidade da matéria-prima doméstica, diante da alta das cotações externas, indica que a logística teve papel importante no movimento recente dos preços internacionais.

Análise completa do mercado

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