Arroz em casca sobe no Vietnã, enquanto cotações de exportação divergem
O arroz em casca fresco ficou mais caro em partes do delta do Mekong, embora as negociações continuassem lentas e alguns preços do arroz processado recuassem. As cotações de exportação variaram conforme a qualidade, enquanto o volume vendido em sete meses cresceu e a receita caiu.
Arroz em casca fresco sobe no delta do Mekong
O mercado de arroz do Vietnã apresentou movimentos divergentes em 7 de agosto. Os preços do arroz em casca fresco subiram em partes do delta do Mekong, enquanto as negociações permaneceram lentas e alguns preços do arroz processado e dos subprodutos recuaram. A Vietnambiz, citando o Departamento de Agricultura e Meio Ambiente de An Giang, informou que o IR 50404 e o OM 5451 frescos avançaram 200 dongs por quilograma ante o dia anterior, para 6.300-6.400 e 6.700-6.800 dongs por quilograma, respectivamente.
O Dai Thom 8 e o OM 18 frescos foram cotados a 6.900-7.000 dongs por quilograma, enquanto o OM 34 ficou em 6.100-6.300 dongs. Uma reportagem republicada pelo Bao Moi apresentou intervalos menores para o IR 50404 e o OM 5451: 6.100-6.200 e 6.500-6.600 dongs por quilograma. O texto também afirmou que produtores de An Giang e de outras províncias aguardavam preços mais altos. Houve poucas compras novas, e os comerciantes retiraram principalmente arroz já reservado mediante adiantamento.
As avaliações do arroz após o processamento inicial também divergiram. A Vietnambiz informou que o IR 50404 caiu 50 dongs, para 9.700-9.800 dongs por quilograma. Já o Bao Moi afirmou que o IR 504 para exportação subiu 50 dongs, para 9.750-9.850 dongs. As reportagens cobriram cotações e canais de mercado ligeiramente diferentes. A Vietnambiz avaliou o CL 555 em 9.750-9.850 dongs por quilograma, enquanto o Bao Moi publicou o mesmo intervalo após uma queda de 50 dongs.
Cotações de exportação se dividem por qualidade
Os preços vietnamitas de exportação seguiram direções diferentes conforme a qualidade. Segundo dados da Associação de Alimentos do Vietnã divulgados pelo Bao Moi, o arroz aromático 100% quebrado subiu 5 dólares por tonelada, para 367-371 dólares por tonelada. O aromático 5% quebrado foi ofertado a 500-510 dólares por tonelada, enquanto o Jasmine caiu 5 dólares, para 541-545 dólares por tonelada.
Outra avaliação publicada pela Vietnambiz situou o arroz vietnamita 5% quebrado em 430-450 dólares por tonelada em 6 de agosto, sem alteração semanal. Um operador da Cidade de Ho Chi Minh afirmou que os negócios continuavam fracos por causa da baixa demanda. As diferenças entre as cotações mostram a importância da qualidade, da especificação e do momento da avaliação na comparação das ofertas vietnamitas.
O cenário de preços mais fracos já aparece nos dados nacionais de comércio. Segundo números do Escritório Geral de Estatística citados pelo Bao Moi, o Vietnã exportou 5,53 milhões de toneladas de arroz nos primeiros sete meses de 2026, alta de 0,5% em um ano. A receita, porém, caiu 7,1%, para 2,62 bilhões de dólares, indicando que o pequeno aumento do volume não compensou o menor retorno médio.
Concorrência regional e proposta de preços mínimos
As referências regionais também foram mistas. A Vietnambiz, citando a Reuters, informou que o arroz parboilizado indiano 5% quebrado foi ofertado a 358-364 dólares por tonelada e o arroz branco 5% quebrado a 357-363 dólares. As exportações indianas de arroz cresceram 5% no primeiro semestre de 2026, pois o avanço dos embarques de arroz comum não basmati compensou a queda do comércio de basmati ligada às interrupções nos mercados do Golfo. O arroz tailandês 5% quebrado foi cotado a 455-460 dólares por tonelada nessa reportagem, embora o Bao Moi tenha publicado depois um intervalo de 450-454 dólares após recuo de 3 dólares.
A Associação de Alimentos do Vietnã propõe um preço mínimo de exportação de 500 dólares por tonelada FOB para o arroz aromático e um preço mínimo doméstico de compra de 7.000 dongs por quilograma para o arroz em casca fresco não beneficiado, segundo a Vietnambiz. A entidade afirma que a medida protegeria produtores e exportadores contra a pressão sobre os preços. Para os participantes do mercado, a questão é saber se esses pisos podem sustentar a renda no campo sem reduzir a competitividade do arroz vietnamita diante da cautela dos compradores regionais.