Armênia proíbe importação de extrato de tomate por seis meses
O governo da Armênia proibiu a importação de extrato de tomate por seis meses a partir de 3 de agosto de 2026 para proteger os processadores nacionais. A medida segue as restrições à exportação de tomate, que reduziram os embarques de estufa para cerca de 800 toneladas ante quase 7.000 toneladas um ano antes, criando excedente interno.
Armênia proíbe importação de extrato de tomate por seis meses
O governo da Armênia instituiu uma proibição à importação de extrato de tomate, informa o svpressa.ru citando um comunicado oficial do governo. A medida entra em vigor em 3 de agosto de 2026 e permanecerá em vigor por seis meses.
As autoridades justificaram a decisão pela necessidade de assegurar condições equitativas de concorrência para dois grupos de participantes do mercado: as empresas que importam extrato de tomate e os processadores nacionais que o produzem a partir de matéria-prima local. Durante a proibição, o concentrado importado ficará fora das prateleiras até o início de 2027, deixando o mercado interno para o extrato de fabricação armênia.
As restrições à exportação criaram excesso de oferta interna
A proibição do extrato seguiu-se a uma restrição anterior às exportações de tomate, que alterou o equilíbrio da oferta interna. Segundo o comunicado do governo citado pelo svpressa.ru, as restrições à exportação de tomate reduziram fortemente os embarques de frutas e hortaliças armênias para o exterior, entre elas os tomates de estufa. Grande parte da colheita originalmente destinada à exportação é agora vendida no país, o que reduziu a demanda por tomates de campo aberto.
Os números mostram a dimensão da queda:
- Entre 22 de maio e 22 de julho de 2026, as exportações de tomates de estufa somaram cerca de 800 toneladas.
- No mesmo período do ano anterior, foram exportadas cerca de 7.000 toneladas — na totalidade para Estados membros da União Econômica Eurasiática (UEEA).
A queda de cerca de 7.000 para 800 toneladas significa que o produto antes absorvido pelos compradores da UEEA permaneceu na Armênia e somou-se à oferta local justamente no auge da colheita de verão. É nesse cenário de excedente que a proibição do extrato foi adotada: com tomate fresco abundante e barato, o governo agiu para garantir que o extrato processado no país não seja subcotado pelo concentrado importado mais barato.
Uma resposta protecionista em camadas
Em conjunto, as duas medidas formam uma defesa em camadas dos preços internos. A restrição à exportação, em vigor desde 22 de maio, manteve o tomate fresco dentro do país; a proibição de importar extrato protege agora os processadores do concentrado estrangeiro mais barato. Ambas visam apoiar os produtores armênios enquanto o excedente de tomate fresco pressiona o mercado interno.
O contexto comercial gira em torno da UEEA, destino dos tomates de estufa que a Armênia embarcava antes das restrições. O comunicado do governo não detalhou os níveis de preço nem nomeou empresas importadoras específicas, e o svpressa.ru não informou o volume previsto de importações de extrato afetado pela proibição de seis meses.