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Argentina exporta recorde de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho

A Argentina exportou o recorde mensal de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho, acima do máximo de abril. As chuvas atrasam a colheita e a chegada do grão aos portos antes da oferta do Hemisfério Norte.

Argentina exporta recorde de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho

Embarques de julho atingem máxima histórica

A Argentina exportou 5,14 milhões de toneladas de milho em julho, o maior volume mensal de sua história, informou o TN com base em relatório da Bolsa de Comércio de Rosário e em dados da NABSA. Foi apenas a segunda vez que os embarques superaram 5 milhões de toneladas em um mês: abril havia estabelecido o recorde anterior, com 5,08 milhões.

De março a julho, os embarques somaram 22,21 milhões de toneladas. O programa exportador chegou a 51%, ritmo alinhado à média das cinco campanhas anteriores quando se exclui o ciclo 2022/23, afetado pela seca. O desempenho reforça a posição argentina como fornecedora durante a janela sazonal anterior à entrada das safras do Hemisfério Norte.

Safra maior amplia a oferta exportável

A GEA-BCR elevou em 2,5 milhões de toneladas sua estimativa para a safra argentina de milho 2025/26, para 70,5 milhões. A oferta total do ciclo é projetada em 77 milhões de toneladas, com estoques finais de 12,3 milhões. Em julho, as vendas de milho 2025/26 alcançaram 4,36 milhões de toneladas, quase quatro vezes o volume de junho.

Os compromissos totais avançaram para 35,62 milhões de toneladas, equivalentes a 51% da produção estimada. Na última semana informada, indústria e exportadores compraram 1,22 milhão de toneladas das safras atual e nova. O preço médio de referência em Rosário foi de 277.300 pesos por tonelada, queda de 3.000 pesos ante a semana anterior; posteriormente, os negócios locais recuaram para 263.000 pesos por tonelada, menor nível desde o fim de junho.

Chuvas atrasam colheita e entregas portuárias

As chuvas recorrentes atrasam a secagem e a colheita do grão, enfraquecendo no curto prazo o fluxo para os terminais exportadores. As entregas de milho por caminhão aos portos caíram para 865.567 toneladas, 20,6% abaixo da média de 1,08 milhão das quatro semanas anteriores. A programação de navios também ficou 12,5% abaixo da média de cinco anos para a semana correspondente.

A colheita nacional estava 89% concluída, oito pontos percentuais atrás da média quinquenal, com 11,58 milhões de hectares ainda por colher. Embora o relatório da Bolsa de Comércio de Rosário considere a Argentina a origem mais competitiva do mundo, os atrasos podem reduzir sua vantagem sazonal antes da safra do Hemisfério Norte.

Mercado global de milho ganha força

O último relatório de oferta e demanda do USDA reduziu mais do que o esperado os estoques finais de milho dos Estados Unidos para 2026/27, indicando um balanço mais apertado. Em 12 de agosto, os fundos compraram 57.500 contratos líquidos de milho, sua maior posição compradora em semanas. O contrato mais negociado subiu inicialmente US$ 2 por tonelada, para US$ 186,6, e fechou a US$ 189,36 por tonelada, alta de 4,5% e máxima de duas semanas.

Preços internacionais mais firmes apoiam os exportadores argentinos, mas as entregas dependerão do avanço da colheita e da logística portuária. Julho mostrou que o sistema consegue movimentar mais de 5 milhões de toneladas por mês. Manter esse ritmo exigirá acelerar os trabalhos de campo e a chegada de grãos antes que a oferta concorrente alcance o mercado.

Análise completa do mercado

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