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Argélia: Biskra projeta safra recorde de tâmaras de 4,1 milhões de quintais em 2026-2027

Os serviços agrícolas da wilaya argelina de Biskra projetam produção de tâmaras superior a 4,1 milhões de quintais na safra 2026-2027, cerca de 410 mil toneladas e aproximadamente 100 mil quintais a mais que na temporada anterior. Só a variedade Deglet Nour deve responder por 2,6 milhões de quintais, perto de 60% do total, com colheita a partir de meados de outubro. A safra recorde chega com as câmaras frias da região ainda ocupadas por estoques da campanha passada.

Argélia: Biskra projeta safra recorde de tâmaras de 4,1 milhões de quintais em 2026-2027

Biskra projeta mais de 4,1 milhões de quintais

Os serviços agrícolas da wilaya argelina de Biskra esperam que a produção de tâmaras supere 4,1 milhões de quintais na safra 2026-2027, segundo o veículo argelino just-infodz.com. Com o quintal equivalente a 100 quilos, a projeção corresponde a cerca de 410 mil toneladas somando todas as variedades. Biskra é a principal região produtora de tâmaras da Argélia e o centro comercial da região dos Ziban, e a previsão reforça sua posição de maior produtora nacional em volume.

A estimativa está cerca de 100 mil quintais — algo como 10 mil toneladas — acima da safra anterior. A colheita das variedades precoces já começou em várias zonas da região, e o pico da campanha é esperado nas próximas semanas. O veículo classifica a temporada como recorde para a wilaya e atribui o aumento à expansão contínua do setor, não a um único ano de clima favorável.

Deglet Nour responde por quase 60% da safra

A Deglet Nour, variedade que sustenta as exportações argelinas de tâmaras, é projetada em 2,6 milhões de quintais, cerca de 260 mil toneladas, perto de 60% de toda a produção de Biskra. A colheita da variedade começa em meados de outubro, quando entra na cadeia de suprimento a maior parte do volume comercializável da safra. Com textura translúcida e sabor amelado, a Deglet Nour segue como principal motor da economia da tamareira nos Ziban e como o principal suporte da presença argelina nos mercados internacionais.

Ao lado dela, a wilaya cultiva variedades que amadurecem antes da Deglet Nour e são vendidas tanto no mercado local quanto no exterior, entre elas Ghars e Mch Degla. Os números centrais da safra se distribuem assim:

  • Produção total, todas as variedades: mais de 4,1 milhões de quintais, alta de cerca de 100 mil quintais na comparação anual
  • Deglet Nour: 2,6 milhões de quintais, perto de 60% do total, colheita a partir de meados de outubro
  • Ghars e Mch Degla: variedades precoces, já em colheita, destinadas ao mercado interno e à exportação

Investimento nos palmeirais explica o aumento

Lahbib Bousri, diretor dos serviços agrícolas de Biskra, disse à agência argelina APS que a alta dos volumes é resultado direto dos investimentos feitos nos últimos anos em renovação e modernização do setor. O patrimônio da wilaya é estimado em quase quatro milhões de tamareiras, base que vem crescendo de forma constante à medida que os novos plantios entram em produção.

É essa área plantada que explica por que a produção cresce de safra em safra em vez de apenas oscilar com o clima. Para processadores e empacotadores dos Ziban, isso significa que o volume que chega às linhas de classificação e embalagem em outubro aumenta todo ano, independentemente de quanto foi escoado da safra anterior.

Estoques em câmara fria e a questão da exportação

A chegada de uma safra recorde coincide com o remanescente da campanha passada. Várias câmaras frias da região ainda não foram totalmente esvaziadas pelos produtores, o que cria risco de saturação da capacidade de armazenagem justamente quando a nova produção entra. A disponibilidade de frio é uma restrição recorrente do setor argelino de tâmaras e se torna determinante nas semanas de pico da colheita de Deglet Nour.

O veículo apresenta a exportação como a via mais viável para absorver volumes crescentes sem saturar o mercado interno nem congestionar a infraestrutura frigorífica. Maior penetração em mercados estrangeiros, combinada a uma estratégia de marketing em torno da origem Argélia, permitiria escoar os estoques e gerar divisas para a economia nacional. Nessa leitura, o desafio da safra 2026-2027 é menos agronômico do que comercial e logístico: converter uma safra local abundante em vendas internacionais antes que a capacidade de armazenagem se esgote.

Análise completa do mercado

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