Algodão mantém liderança nas exportações do Benim apesar da queda trimestral de 24,8%
As exportações de mercadorias do Benim caíram 24,8% no terceiro trimestre de 2025 ante o trimestre anterior. O algodão em bruto respondeu por 14,8 pontos percentuais da retração, enquanto a queda anual chegou a 20,1%, segundo o INStaD.
Exportações recuam após o segundo trimestre
As exportações de mercadorias do Benim caíram 24,8% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Análise Econômica, INStaD. A retração interrompeu a evolução trimestral dos fluxos de um país cuja pauta exportadora continua fortemente influenciada por produtos agrícolas.
A queda também apareceu na comparação anual. O INStaD informou que as vendas externas ficaram 20,1% abaixo do terceiro trimestre de 2024. Os números fazem parte das estatísticas trimestrais provisórias sobre o comércio de mercadorias do Benim com o restante do mundo e podem ser revisados em divulgações posteriores.
Algodão em bruto determina a contração trimestral
O algodão em bruto, excluindo línteres, não cardado nem penteado, permaneceu no centro do desempenho exportador do Benim. O produto contribuiu com 14,8 pontos percentuais para a queda trimestral, o maior impacto negativo entre as categorias identificadas. O algodão manteve, portanto, sua liderança na pauta, embora a redução dos embarques tenha derrubado o resultado nacional.
As tortas e outros resíduos sólidos acrescentaram 6,2 pontos percentuais à retração trimestral. Frutas preparadas ou conservadas e outras partes comestíveis de plantas responderam por 2,1 pontos. Juntas, essas categorias explicam a maior parte da queda e mostram a influência da produção agrícola, dos volumes processados e do calendário de embarques sobre os resultados trimestrais do país.
Comparação anual mostra pressão em várias etapas
A composição da queda anual foi diferente. As tortas e outros resíduos sólidos tiveram a maior contribuição negativa, com 8,9 pontos percentuais. Fios de algodão, exceto linhas de costura, responderam por 1,8 ponto, e óleo de soja e suas frações, por 1,4 ponto. A presença de algodão em bruto, fios, resíduos de oleaginosas e óleo de soja nos dados indica fraqueza tanto em produtos primários quanto em bens agrícolas processados.
Para produtores, descaroçadores, processadores e comerciantes, os números apontam sobretudo uma elevada concentração de risco, não uma perda da posição estratégica do algodão. A queda nos embarques do principal produto pode alterar fortemente o total exportado, enquanto a fraqueza das tortas e do óleo de soja amplia a pressão sobre o processamento de oleaginosas. A próxima divulgação trimestral mostrará se o recuo refletiu o calendário de embarques e a sazonalidade agrícola ou uma redução mais persistente das vendas externas. Até lá, os dados do INStaD deixam dois fatos claros: o algodão continua essencial para as exportações de mercadorias do Benim, e o terceiro trimestre registrou uma contração expressiva tanto na comparação trimestral quanto na anual.