AIREI inicia na Malásia segundo moinho de óleo de palma com IA e capacidade de 60 toneladas por hora
A AIREI implantou seu segundo sistema inteligente para moinho de óleo de palma na PMC Oil Mill, em Teluk Intan. A unidade processa 60 toneladas por hora e registrou, segundo a empresa, menores perdas de óleo, aumento da taxa de extração e menor dependência de operadores estrangeiros.
Implantação de maior escala em Perak
A AIREI Sdn Bhd, empresa com status Malaysia Digital, iniciou seu segundo sistema inteligente baseado em IA para um moinho de óleo de palma. A capacidade abrangida pela tecnologia subiu de 45 toneladas por hora na primeira unidade para 60 toneladas por hora no novo projeto. Segundo a Bernama, o lançamento ocorreu na PMC Oil Mill, da Perak Motor Co, em Teluk Intan, no estado de Perak.
O projeto utiliza o sistema proprietário de IA da AIREI e inaugura uma colaboração com a Corporação de Economia Digital da Malásia, a MDEC. Para a empresa, a parceria amplia o debate, antes centrado em uma inovação empresarial, para o possível papel nacional da IA na indústria malaia de óleo de palma.
Steven Yow Thin Chin, diretor-geral da divisão de moinhos de óleo de palma da AIREI Perak Motor, afirmou que a implantação em maior escala ocorreu menos de dois anos depois do lançamento do que a empresa descreve como o primeiro moinho inteligente de óleo de palma baseado em IA do mundo. Na avaliação dele, o aumento de escala e o apoio da agência digital do país mostram que a tecnologia está passando da prova de conceito para a operação regular.
Mais extração e menos perdas
O principal indicador de desempenho é a taxa de extração de óleo, ou OER. De acordo com a AIREI, o sistema elevou a OER entre 0,1 e 0,2 ponto percentual. A empresa também informou uma redução de 13% na perda de óleo do mesocarpo em base úmida na estação de prensagem.
A AIREI atribui os avanços ao monitoramento e à tomada de decisões automatizados, que reduzem erros humanos e substituem decisões operacionais antes baseadas em estimativas ou suposições. O sistema identifica anomalias de produção, analisa suas causas, executa correções e mantém o processo dentro dos parâmetros de moagem acordados.
A tecnologia também padroniza as operações ao aplicar continuamente os parâmetros aprovados e os procedimentos operacionais padrão. Um sistema centralizado de controle por IA oferece à administração uma visão mais clara do desempenho da fábrica, permitindo detectar e resolver problemas operacionais com maior rapidez.
Mão de obra e retorno do investimento
No primeiro mês de implantação, o moinho reduziu em 20% sua dependência de operadores estrangeiros, segundo a AIREI. A empresa espera que a redução chegue a 40%. Não foram divulgados números absolutos de trabalhadores nem um prazo para alcançar a meta mais elevada.
Anuar Fariz Fadzil, diretor-presidente da MDEC, afirmou que uma adoção mais ampla de tecnologias digitais e IA pode beneficiar o óleo de palma, considerado uma commodity estratégica pela Malásia. Segundo ele, o projeto da PMC Oil Mill demonstra potencial para aumentar a eficiência operacional, otimizar recursos e melhorar os resultados de produção. A MDEC associa essas iniciativas ao Malaysia Digital 2030 e à ambição do país de se tornar uma nação de IA até 2030.
A AIREI estima que sistemas semelhantes possam recuperar o investimento em 18 a 20 meses, embora o custo de implantação dependa da capacidade do moinho. A empresa não revelou o valor investido em Teluk Intan nem as premissas financeiras usadas no cálculo do retorno.
Interesse fora da Malásia
Segundo a AIREI, produtores de óleo de palma da Indonésia e da Tailândia acompanham a tecnologia. Empresas do México e da Colômbia também demonstram interesse, enquanto o cultivo de palma de óleo se expande rapidamente na América Latina. Alguns participantes desses mercados já começaram a avaliar modelos semelhantes baseados em IA, informou a companhia.
O projeto pode criar duas frentes comerciais para a Malásia: processamento doméstico de óleo de palma mais eficiente e exportação de tecnologia e conhecimento para moinhos. A adoção mais ampla, porém, dependerá da repetição dos resultados de extração e mão de obra em unidades com diferentes capacidades, equipamentos e condições de matéria-prima.
Representantes da MDEC, do Conselho Malaio de Óleo de Palma, de parceiros industriais e da Universidade Tunku Abdul Rahman participaram do lançamento. As discussões incluíram possíveis colaborações e oportunidades de formação industrial em moinhos inteligentes. Com sede na Malásia e na Índia, a AIREI desenvolve soluções de análise de grandes volumes de dados, IA, rastreabilidade de cadeias de suprimento, blockchain Hyperledger Fabric e robótica personalizada.