Agricultores romenos investem 45 milhões de euros em fábrica de óleo em Cluj
A Cooperativa Podișul Transilvaniei investe 45 milhões de euros numa nova fábrica de óleo perto de Turda, no distrito romeno de Cluj. O projeto de 21 agricultores inclui seis silos para sementes, um armazém de farelo, tanques e edifícios auxiliares.
Projeto agrícola entra na fase de construção
A Cooperativa Podișul Transilvaniei investe 45 milhões de euros numa nova fábrica de óleo alimentar em Mihai Viteazu, perto de Turda, no distrito romeno de Cluj, segundo o Economica.net. As obras já começaram e a construção está a cargo da KESZ România.
A cooperativa reúne 21 agricultores romenos. A Agrointeligența identificou Emil Turdean, conhecido produtor da Transilvânia, como um dos participantes no investimento. A propriedade da unidade permitirá aos agricultores participar diretamente no valor gerado depois de as sementes oleaginosas saírem das explorações.
Seis silos e instalações para farelo
O complexo industrial terá seis silos para armazenar sementes. Segundo o Economica.net, as estruturas terão altura equivalente à de edifícios de seis e sete andares. Os dados publicados também mencionam 500 toneladas de aço para armaduras e 4.500 metros cúbicos de betão, números que representam a dimensão das obras e não a capacidade de armazenamento dos silos.
Será construído um armazém separado para o farelo, o material sólido remanescente após a extração do óleo. O projeto inclui ainda tanques e edifícios auxiliares para assegurar uma operação segura e fiável. O conjunto indica uma unidade integrada capaz de gerir matéria-prima, óleo e coprodutos de processamento no mesmo local.
A informação disponível não especifica a capacidade anual de esmagamento, as variedades de oleaginosas que serão processadas nem a data prevista de entrada em funcionamento. Também não revela os volumes esperados de óleo alimentar e farelo. Esses dados serão essenciais para estimar a procura adicional que a fábrica poderá criar para as colheitas de Cluj e das regiões agrícolas vizinhas.
Mais valor permanece no setor agrícola
Para os membros da cooperativa, o projeto cria uma alternativa à simples venda de colheitas não processadas. A propriedade de ativos industriais dá aos agricultores acesso ao valor do óleo a granel ou embalado e do farelo, embora o retorno dependa da utilização da capacidade, dos custos de matéria-prima e energia e dos preços obtidos pelos dois produtos.
O armazém de farelo tem importância comercial porque a extração gera dois produtos vendáveis. O óleo abastece o mercado alimentar, enquanto o farelo pode ser vendido às cadeias de alimentação animal. A capacidade de comercializar ambos determinará a economia da fábrica e a sua posição compradora no mercado romeno de oleaginosas.
O projeto aumentará a infraestrutura de processamento da Roménia, mas o seu efeito mais amplo ainda não pode ser quantificado sem dados de capacidade e abastecimento. Quando os parâmetros operacionais forem divulgados, produtores, comerciantes e processadores concorrentes poderão avaliar se a unidade aumentará de forma relevante a concorrência pelas sementes, reduzirá o transporte de colheitas não processadas para fábricas distantes ou alterará a oferta de óleo alimentar no país.