Aceh fixa em 3.763 rupias por quilo o preço máximo do cacho de palma entre 29 de julho e 11 de agosto
A província indonésia de Aceh fixou em 3.763 rupias por quilograma o preço máximo de referência dos cachos de frutos frescos de palma de óleo para o período de 29 de julho a 11 de agosto de 2026. O teto vale para lotes de pequenos produtores do esquema plasma com plantios de 10 a 20 anos no leste da província. O óleo de palma bruto ficou em 15.657,13 rupias por quilo e a amêndoa em 14.466,59 rupias.
O governo da província indonésia de Aceh fixou em 3.763 rupias por quilograma o preço máximo de referência dos cachos de frutos frescos de palma de óleo (TBS) para a quinzena de 29 de julho a 11 de agosto de 2026. O teto vale para lotes de pequenos produtores do esquema plasma com árvores de 10 a 20 anos no leste de Aceh, estágio que a província aponta como a fase mais produtiva do ciclo da palma de óleo. A tabela foi divulgada pela Secretaria Provincial de Agricultura e Plantações de Aceh e noticiada pelo InfoSAWIT Sumatera na terça-feira, 4 de agosto de 2026.
Preços definidos pela idade do plantio
Para os produtores plasma — pequenos agricultores vinculados por contrato a uma plantação-núcleo — Aceh calcula o preço estritamente pela idade do plantio. No leste da província a escala começa em 2.827 rupias por quilograma para árvores de três anos e sobe por faixas até o pico de 3.763 rupias para plantios de 10 a 20 anos. Passada essa janela, a tabela volta a cair, acompanhando a queda de produtividade das palmeiras mais velhas.
A diferença entre a categoria mais jovem com preço definido e o teto é de 936 rupias por quilograma, cerca de um terço acima do nível inicial. Essa inclinação é o sinal mais claro da tabela para quem avalia a renovação do plantio: o fruto de palmeiras jovens é comprado com desconto estrutural durante anos até que o plantio renovado alcance a faixa superior.
Produtores independentes: preço pela composição do fruto
Os pequenos produtores fora do esquema plasma — chamados de swadaya na Indonésia — não são remunerados pela idade das árvores. Seu fruto é avaliado pela composição de material tenera e dura nos cachos entregues, indicador que substitui a estimativa do potencial de extração de óleo onde faltam registros de plantio e documentação do programa.
A distinção tem peso comercial. Tenera e dura são tipos de fruto diferentes, com espessura de casca e características de mesocarpo distintas, e a mistura entregue determina quanto óleo uma usina consegue extrair de uma carga. Os produtores independentes absorvem, portanto, mais risco de qualidade na recepção do que os do esquema plasma, cujo preço de referência é definido por uma data de plantio documentada e não pela avaliação do fruto em si.
Diferença entre leste e oeste e preços de processamento
No oeste de Aceh, a faixa máxima para plantios de 10 a 20 anos ficou em 3.734 rupias por quilograma, 29 rupias abaixo do valor do leste. A secretaria provincial atribui a diferença regional a variações de produtividade, taxas de extração e outros fatores técnicos considerados pela equipe responsável pela fixação de preços.
A mesma decisão estabeleceu preço de referência de 15.657,13 rupias por quilograma para o óleo de palma bruto (CPO) e de 14.466,59 rupias por quilograma para a amêndoa de palma. O índice K — coeficiente que determina a parcela do valor do produto processado devolvida aos produtores — ficou em 89,86 por cento no leste de Aceh e 89,15 por cento no oeste.
Referência, não piso obrigatório
A província apresenta a tabela como referência para as operações entre usinas de palma e produtores durante a quinzena e como fonte de previsibilidade de preços diante da volatilidade persistente do mercado de óleo de palma. A revisão quinzenal mantém a referência próxima dos valores correntes do óleo bruto e da amêndoa e, para os pequenos produtores da província, é o único sinal público de preço antes da negociação com as usinas.
O InfoSAWIT Sumatera observa que os preços efetivamente pagos no campo ainda podem divergir, conforme o acordo entre as partes, o estado e a qualidade do fruto entregue e a política de cada empresa processadora. Os números publicados funcionam como âncora de negociação, e não como piso exigível. O risco de execução permanece com os produtores sem alternativa de escoamento dentro do raio de transporte: os cachos precisam chegar a uma usina em cerca de um dia após a colheita, antes que a elevação dos ácidos graxos livres reduza o valor da carga.